De manhã decidi fazer um pequeno upgrade a um portátil HP que me deram como sendo obsoleto ☺️ mas ao qual eu ainda pretendo dar uso. Vinha com 6 Gbs de RAM, e como eu tinha por aqui um SO-DIMM de 4 Gbs, decidi aproveitá-lo.
Abri cuidadosamente o portátil (odeio abrir portáteis) seguindo as instruções do IFIXIT, o que foi até bastante fácil, porque só havia um tipo de parafuso (ao contrário dos 47 ou 59 tipos que é comum haver em portáteis…) e com a ajuda de um velho cartão multibanco separei os dois painéis. Retirei o modulo de 2 Gbs e inseri o de 4 Gbs. Testei ainda com o painel inferior separado, e o upgrade funcionou à primeira. Manhã ganha, voltei a colocar e aparafusar o painel inferior.
Agora o meu lindo HP já respira melhor. Para o futuro talvez venha a haver um upgrade para 16 Gbs, mas por agora o plano ainda é só adquirir uma bateria para tornar esta máquina móvel de novo.
A motherboard do portátil, bastante limpa e estimada pelo anterior proprietário.Os dois módulos SO-DIMM de 4 Gbs cada, instalados lado a lado.
Passei os dias de ontem e hoje a tentar personalizar o meu ambiente de trabalho no mini-PC que vai dar apoio às minhas explicações, tanto online como presenciais.
As minhas conclusões, neste momento, são as seguintes: o Linux é fantástico para hardware antigo e limitado. Mas isto apenas porque as facilidades para os utilizadores finais são mínimas. O software só faz o mínimo essencial – bem, diga-se – mas todas as medidas de configuração e segurança têm de ser tomadas à mão, pelo próprio utilizador. E isso, neste ambiente, não é fácil nem linear. O Windows, por seu turno, é um sistema operativo muito mais pesado, logo mais exigente em termos de hardware, mas a facilidade de uso e a capacidade do software se auto-gerir são muito maiores.
O Linux já é adequado para muitos utilizadores finais, mas nem todos os ambientes Linux têm a mesma filosofia. E há ainda muitas arestas por limar.
Veja-se:
Instalar o Windows e criar um atalho no desktop: 5 segundos.
Instalar o Debian GNOME e criar esse mesmo atalho obriga a instalar DING, descobrir os ficheiros .desktop, criar permissões… Para criar um botão para abrir a gaveta do DVD acabo a pensar em escrever uma pequena extensão do GNOME. Criar uma pequena barra de tarefas -feia – demorou uma hora ou mais. Pôr a minha imagem de perfil obrigou a ir ao terminal várias vezes…
Para um utilizador comum, isto é um obstáculo. Mas o problema talvez não seja o Linux.
Na minha opinião, talvez seja sobretudo o GNOME. O GNOME tomou a decisão de simplificar muito a interface, removendo funcionalidades que considera “menos importantes”. O resultado é que os utilizadores mais experientes acabam por ter de recorrer a extensões para recuperar coisas básicas. Se estivesse a usar: KDE Plasma, provavelmente 90% destes ajustes eram feitos por menus. Ou Linux Mint (Cinnamon), também. XFCE, idem.
A minha conclusão: se um amigo meu me dissesse:”Quero um Linux para substituir o Windows da minha mãe”, eu não instalava Debian GNOME.
Provavelmente instalava:
Linux Mint Cinnamon, ou
KDE Plasma.
Para mim, ou para outra pessoa com muita experiência com sistemas informáticos, Debian + Gnome podem fazer sentido. Mas sinceramente creio que o seu lugar é na sala dos servidores, não num portátil de uma pessoa vulgar.
De modo que vou deixar o Debian para o meu servidor Web (miklops.ddns.net) e vou experimentar, durante alguns dias, o Linux Mint como máquina de apoio às explicações.
Porque a verdade é que o Debian não foi concebido com a facilidade de utilização como prioridade máxima. A prioridade é a estabilidade e a previsibilidade.
Irei dando o meu relato aqui neste blog.
O meu mini-PC com Linux Debian + Gnome, com algumas melhorias ao interface de utilizador que demoraram mais de duas tardes a configurar.
Dia muito interessante, hoje! De manhã passei umas horas a tentar ressuscitar um velho laptop Acer, sem sucesso. Almoço em frustração. Um pouco de descanso, e ataquei este mini-desktop Acer. Retirei o disco de 500 GBs, que me parecia lento, e fiz uma análise. Afinal estava bem. Vou usá-lo para outros projectos. E instalei um de 250 GBs. Depois de alguma luta com o Rufus lá consegui preparar a pen de instalação do Linux Debian. Ao fim de uma hora ou assim, ficou tudo a funcionar! À primeira! A tablet Wacom Cintiq 13 HD ficou logo a funcionar, sem ser preciso nenhum software adicional. Calibrada e tudo! E a ligação à minha rede por WPS foi quase imediata! Considerando que no Windows às vezes leva uns segundos, sobretudo em PCs mais antigos. Neste PC com 14 anos durou menos que nada – fui ao router carregar no botão WPS, quando voltei tinha o Wifi configurado!
Agora é o descanso merecido. Amanhã haverá mais aventuras com Linux em máquinas velhas. Estou-me a tornar um fã!
E hoje, feriado nacional, foi dia de instalar o Uptime-Kuma para vigiar todos os dispositivos da rede, e me enviar uma notificação, via ntfy, no caso de alguma máquina ou serviço parar, para o telemóvel e tablet.
Ainda não está instalado na máquina definitiva, e deu um certo trabalho a instalar e configurar, mas por agora serviu de experiência e teste. E foi mais uma experiência gira no meu homelab.
O trabalho continua no meu homelab. Já está configurada uma câmara de vídeo para servir de birdcam se os rabirruivos voltarem, ou para a próxima Primavera, instalei um switch Gigabit, que me custou €2 no Vinted (!!!), e liguei o webserver à rede via cabo. As configurações foram feitas e tudo parece estar a funcionar bem.
Ainda tive um problemazito com um cabo Ethernet que não estava em condições, mas que foi logo substituído.
Para daqui a uns dias fica a atribuição de endereços IP definitivos.
No entretanto estou a fazer experiências com o Jellyfin, baseado num servidor em Windows 11. Já consigo ver filmes e séries em qualquer lado da casa, e inclusivamente fora de casa, através do Tailscale.
É incrível o que se pode fazer essencialmente sem dinheiro, com hardware velho/dado/encontrado no lixo, e com bastante ajuda do meu amigo cibernético ChatGPT!
O meu novo switch Gigabit, comprado por 2 euros no Vinted!
Resumidamente, neste homelab estão instaladas as seguintes tecnologias:
• Organização da rede • Endereçamento IP •Jellyfin
Planeado:
• Wake-on-LAN • Backups automáticos
“Este homelab nasceu como uma forma de reaprender tecnologias Linux, autoalojamento e administração de sistemas, construindo gradualmente uma pequena infraestrutura doméstica funcional.”
Os trabalhos no meu homelab estão a avançar bem. Já só falta limar algumas arestas. Mas até agora o server tem:
Debian 13
ssh
Cockpit
nginx
Fail2ban
WordPress
Matomo
Nextcloud
Tailscale
Isto levou uns dias a completar, mesmo com a ajuda do ChatGPT. Não esperem que eu diga que sou um administrador de Linux expert – a brincadeira só se fez com a “Inteligência” Artificial. É um pouco como ter um administrador de Linux ao lado, e é muito melhor que ler documentação dispersa, confusa e árida.
Vou continuar a brincar com isto, até ao dia em que registe um domínio com o meu nome. Antes ainda há uns detalhes a afinar, nomeadamente backups completos ao sistema.
O Tailscale é uma brincadeira fixe, que me vai permitir administrar todo o sistema mesmo de fora de casa. Fixeeee!
Sagrado Coração de Jesus… Vocês não imaginam a trabalheira que dá para pôr uma coisa destas a funcionar! A complexidade é imensa, pelo menos para quem nunca fez isto. Mesmo com a ajuda da IA, é preciso saber fazer as perguntas certas e contar com as limitações e inconsistências desta. Nunca seria capaz de fazer isto sozinho, pelo menos sem anos de estudo e experiência. O meu maior respeito por quem faz disto a sua vida, sem ajudas. E mais, nada garante que o servidor esteja bem protegido. Posso ser hackeado já amanhã, ou mesmo ainda hoje!