Já repararam que o ChatGPT, de vez em quando, anda um bocado taralhoco? Às vezes uma pessoa pede-lhe, por exemplo, uma comparação entre o Ford Focus e o Opel Astra… E ele responde com uma dissertação sobre Descartes…
O pobre Descartes passou quatro séculos a tentar estabelecer uma certeza indubitável e afinal era só comprar um Astra.
Encostado ao carro com o livro debaixo do braço, como se tivesse acabado de descobrir a verdade última da existência:
Como toda a gente, comecei a usar o ChatGPT em 2023, na sua versão gratuita. De início não sabia como é que aquilo funcionava, se falava em português ou só em inglês… Na altura andava interessado em xadrez, e perguntei-lhe se me podia ensinar, ao que obtive uma resposta positiva. Não continuei nessa aprendizagem (não tenho pachorra), mas a resposta positiva veio a revelar-se quase uma constante. O ChatGPT quase nunca diz que não.
Fui-lo usando nos anos seguintes, sobretudo numa formação de programação que fiz, e mais tarde como explicador de várias aplicações cujo uso era tudo menos intuitivo. Até falámos de música, política internacional, saúde, filosofia, astronomia… 😅 Aquilo tem algo a dizer sobre tudo.
Claro, não é 100% fiável, mas somos sempre alertados para verificarmos as informações que ele nos dá. Com o hábito vamos ganhando um sexto sentido que nos indica quando é mais provável que ele esteja só a ‘inventar’ soluções.
Quando comecei a notar as limitações da versão gratuita, e dado o meu uso pesado da aplicação, decidi subscrever a versão mais barata, a ChatGPT Go, que me custa cerca de 8 euros por mês. Isso permite-me fazer uploads, ter chats e pedir a geração de imagens quase sem limites, na prática.
Sou assinante do ChatGPT Go há vários meses, e considero que esse foi o melhor investimento que fiz este ano. Mas agora recebi estab ensagem da OpenAI que me deixou um pouco menos entusiasmado. Então agora vão estar a seleccionar anúncios para me pôr à frente? Vai ser como o Google, Facebook ou YouTube, onde não podemos estar 20 segundos sem ver um anúncio?
Percebo a necessidade de rentabilizar um negócio, sobretudo quando os montantes que já foram investidos superam em muitos milhões de dólares os rendimentos correntes. Mas não há outras maneiras? Têm sempre de ser anúncios? E será que o problema das mega-corporações de IA se vai resolver só com anúncios? Estou cá para ver.
Caro/a Miguel Lopes,
Estamos a implementar anúncios no ChatGPT e estamos a atualizar a nossa política de privacidade para incluir informações sobre como os anúncios funcionam e como pode controlar a sua experiência.
O que vai mudar
Os anúncios podem aparecer nos planos Free e Go a partir do final deste mês. Os planos Plus, Pro, Enterprise, Business e Education não têm anúncios. As opções sem publicidade continuam disponíveis.
Inicialmente, os anúncios não serão personalizados. Selecionamo-los utilizando o tema atual da conversa do utilizador no ChatGPT e informações contextuais limitadas, como a localização geral e o tipo de dispositivo. Não usamos as conversas anteriores nem as memórias para selecionar estes anúncios.
Antes de começarmos a personalizar anúncios, vamos primeiro pedir-lhe que escolha se pretende ver anúncios mais relevantes e personalizados. Se optar por participar, receberá anúncios relevantes e personalizados utilizando informações que permanecem apenas no ChatGPT, como anúncios com os quais interagiu ou contexto das suas conversas. Poderá gerir a personalização de anúncios nas definições.
Para anúncios apresentados no ChatGPT, utilizamos informações sobre os anúncios com que o utilizador interage ou visualiza para medir e melhorar a sua eficácia. Os anunciantes recebem apenas informações agregadas sobre o desempenho dos respetivos anúncios, como o total de visualizações ou cliques.
O que não muda
Os anúncios não influenciam as respostas que o ChatGPT dá. Os anúncios estão sempre claramente identificados e são visualmente separados das respostas do ChatGPT.
Os seus dados pessoais e as conversas com o ChatGPT permanecem privados e não são partilhados com anunciantes. Os anunciantes não têm acesso às suas conversas, ao histórico de conversas, às memórias nem aos dados pessoais.
Saiba mais sobre os anúncios no ChatGPT, as suas opções para uma experiência sem anúncios e os nossos controlos de privacidade, incluindo a forma como protegemos os seus dados.
O título deste artigo também podia ser “Como se perdem 500 Gbs de informação insubstituível”… Ou “porque é que odeio os discos mecânicos”.
Backup, backup, backup! Facam backups! De tudo! Dos vossos dados mas também, se possível, de toda a configuração do computador.
Esta tecnologia eletrónica ainda é muito falível. Computadores, telemóveis…
Malta, a sério. Mais vale comprarem um disco externo USB do que perderem tudo. Este disco era de um PC com uns 10 anos. Foi-se tudo embora. Documentos, fotografias da neta de um cliente, vídeos… irrecuperáveis.
Há muitas maneiras de fazer backups, e muito software que, por vezes, é confuso de usar. Mas hoje em dia o ChatGPT ajuda ☺️ Tenciono em breve escrever um artigo sobre um desses softwares, o Hasleo Free Backup Suite, mas não o estou ainda a recomendar, porque ainda não o usei muito. Lá está, quem me vai ensinar vai ser o meu amigo cibernético ☺️
E há pessoas que nos ensinam a pensar sobre tecnologia.
Para mim, John C. Dvorak pertence claramente ao segundo grupo.
John C. Dvorak 5:de Abril de 1946 – 20 de Julho de 2026 (80 anos)
Li os seus artigos durante cerca de quarenta anos. Durante esse tempo vi nascer e desaparecer empresas, sistemas operativos, linguagens de programação, fabricantes de computadores, modas e tendências que pareciam imparáveis. Em todas essas mudanças, houve uma constante: a voz clara de John Dvorak.
Algumas das suas opiniões eram deliberadamente provocadoras. Mas nunca deixei de o ler, porque havia uma diferença importante entre Dvorak e muitos outros comentadores: escrevia aquilo em que realmente acreditava.
Quando alguém me pede ajuda para comprar um computador novo, faço sempre a mesma pergunta:
“O que vai fazer com o computador?”
Na maioria dos casos, a resposta é muito semelhante: navegar na Internet, consultar o e-mail, utilizar o Word ou o Excel, tratar das fotografias, fazer videochamadas, ver vídeos no YouTube ou nas plataformas de streaming e, ocasionalmente, imprimir alguns documentos.
Se estas também são as suas necessidades, provavelmente não precisa de uma torre grande nem de um portátil topo de gama. Na maioria dos casos, um Tiny PC é a solução ideal.
O que é um Tiny PC?
Um Tiny PC é um computador de secretária de dimensões muito reduzidas, normalmente pouco maior do que um livro. Apesar do tamanho, oferece um desempenho surpreendente e é perfeitamente capaz de executar todas as tarefas do dia a dia.
É comum encontrarmos modelos profissionais da Lenovo (ThinkCentre Tiny), HP (EliteDesk Mini) ou Dell (OptiPlex Micro), originalmente utilizados em empresas e que hoje podem ser adquiridos recondicionados a preços muito interessantes.
Pequeno por fora, grande por dentro
Não se deixe enganar pelo tamanho. Um Tiny PC é um PC a sério.
Os Tiny PCs utilizam processadores Intel Core ou AMD Ryzen, memória DDR4 ou DDR5 e discos SSD muito rápidos. O resultado é um computador ágil, que arranca em poucos segundos e responde rapidamente às tarefas mais comuns.
Para a grande maioria das pessoas, a experiência será praticamente indistinguível da de um computador muito maior.
Recondicionado não significa usado sem qualidade
Pode também comprar muitos PCs Tiny recondicionados. Existe algum preconceito em relação aos equipamentos recondicionados, mas muitas vezes é precisamente o contrário.
Grande parte destes computadores pertenceu a empresas que renovam regularmente o seu parque informático, mesmo quando os equipamentos continuam em excelente estado de funcionamento.
Além de serem construídos para utilização profissional, costumam apresentar uma qualidade de fabrico muito superior à de muitos computadores novos de gama económica, e geralmente a preços muito mais acessíveis que um PC novo na loja.
Na minha opinião, um bom Tiny PC recondicionado é frequentemente uma compra mais inteligente do que um computador novo de baixo custo.
Menos espaço, menos ruído
Uma das primeiras coisas que se nota é o espaço que fica livre na secretária.
Um Tiny PC ocupa apenas uma pequena área e, em muitos casos, pode até ser instalado atrás do monitor através de um suporte VESA, ficando praticamente invisível.
Outra vantagem é o baixo nível de ruído. Para quem trabalha ou estuda em casa, é muito agradável utilizar um computador praticamente silencioso.
Também poupa na conta da eletricidade
Os Tiny PCs foram concebidos para consumir pouca energia.
Comparativamente a uma torre convencional, o consumo elétrico pode ser bastante inferior, sobretudo quando o computador permanece ligado durante muitas horas por dia.
É uma vantagem que, ao longo dos anos, também se reflete na fatura da eletricidade.
Um bom monitor faz toda a diferença
Muitas pessoas concentram-se apenas nas características do computador e esquecem-se do componente que vão estar a olhar durante horas: o monitor.
Um bom monitor IPS, com resolução Full HD ou superior, oferece maior conforto visual, melhores cores e reduz o cansaço durante longos períodos de utilização.
Na minha opinião, investir num bom monitor é muitas vezes mais importante do que comprar um computador excessivamente potente.
O teclado e o rato também contam
Outro erro frequente é utilizar teclados e ratos de fraca qualidade.
São os periféricos com que mais interagimos e um bom conjunto torna o trabalho muito mais confortável.
Quem passa várias horas por dia ao computador percebe rapidamente a diferença.
E para jogos?
Aqui importa ser realista.
Embora alguns Tiny PCs permitam executar jogos mais leves ou antigos, não foram concebidos para jogos exigentes ou aplicações gráficas muito pesadas.
Se o principal objetivo for jogar títulos recentes com elevada qualidade gráfica, será mais adequado optar por um computador equipado com uma placa gráfica dedicada.
Para praticamente todas as restantes utilizações, um Tiny PC responde perfeitamente.
São fáceis de atualizar?
Na maioria dos modelos profissionais, sim.
Normalmente é possível aumentar a memória RAM ou substituir o SSD de forma bastante simples, permitindo prolongar ainda mais a vida útil do equipamento.
A minha recomendação
Ao longo dos anos tenho recomendado Tiny PCs a muitos clientes e o feedback tem sido extremamente positivo.
A maioria fica surpreendida por descobrir que um computador tão pequeno consegue ser tão rápido, silencioso e fiável.
Se procura um computador para trabalhar, estudar, navegar na Internet, tratar de documentos ou simplesmente desfrutar dos seus conteúdos multimédia, um Tiny PC poderá ser exatamente aquilo de que precisa.
Nem sempre o maior computador é o melhor. Muitas vezes, a melhor escolha é precisamente aquela que ocupa menos espaço, consome menos energia e faz tudo aquilo de que realmente necessita.
E, se optar por um modelo profissional recondicionado, poderá ainda conseguir uma excelente relação entre qualidade, desempenho e preço.
Há alguns anos utilizava o TeamViewer para prestar assistência remota aos computadores dos meus clientes. Era uma solução prática, mas com o tempo tornou-se mais limitada e, em muitos casos, começou a apresentar restrições para quem a utilizava gratuitamente.
Hoje utilizo o RustDesk, uma alternativa moderna, gratuita e de código aberto que me permite continuar a prestar o mesmo tipo de assistência, de forma simples, rápida e segura.
Janela principal do Rustdesk. Os dados de identificação da máquina e utilizador foram ocultados.
O que é o RustDesk?
O RustDesk é um programa de acesso remoto que permite, com a autorização do utilizador, visualizar e controlar um computador à distância.
Na prática, é como se eu estivesse sentado em frente ao computador do cliente, mesmo estando a vários quilómetros de distância.
É compatível com Windows, Linux, macOS e Android, o que significa que praticamente qualquer pessoa o pode utilizar.
O programa apresenta um ID e uma palavra-passe temporária.
O cliente comunica-me esses dados por telefone ou mensagem.
Após a ligação, peço autorização para controlar o computador.
Terminada a assistência, basta fechar o programa.
Sempre que voltar a abrir o RustDesk será gerada uma nova palavra-passe, pelo que ninguém consegue voltar a ligar-se sem a autorização do utilizador.
O que posso fazer remotamente?
Através do RustDesk consigo realizar praticamente todas as tarefas que faria se estivesse fisicamente em frente ao computador:
Resolver problemas de software;
Instalar programas;
Configurar impressoras;
Remover aplicações desnecessárias;
Efetuar atualizações do Windows ou Linux;
Configurar contas de e-mail;
Ajudar na utilização de programas;
Fazer pequenas formações à distância.
Em muitos casos, um problema que obrigaria a uma deslocação fica resolvido em poucos minutos.
Quais são as vantagens para o cliente?
A assistência remota tem várias vantagens:
Não precisa de desligar o computador nem transportá-lo;
A resolução do problema é normalmente muito mais rápida;
Evita deslocações e tempos de espera;
Pode acompanhar tudo o que estou a fazer no ecrã;
Pode interromper a sessão quando quiser, bastando fechar o programa.
Isto torna a assistência muito mais cómoda para ambas as partes.
É seguro?
Sim.
As ligações do RustDesk são protegidas por encriptação de ponta a ponta e o programa foi concebido com grande foco na segurança. Além disso, apenas consigo aceder ao computador quando o cliente me fornece o ID e a palavra-passe da sessão e autoriza a ligação.
Porque deixei de utilizar o TeamViewer?
O TeamViewer continua a ser um excelente programa, mas para o tipo de assistência que presto o RustDesk oferece tudo aquilo de que preciso, sem muitas das limitações que foram surgindo ao longo dos anos.
É rápido, leve, fácil de utilizar e funciona muito bem, mesmo em computadores mais antigos.
Precisa de ajuda?
Se estiver com dificuldades no seu computador, muitas vezes nem é necessário sair de casa.
Basta instalar o RustDesk, comunicar-me o ID e a palavra-passe temporária e, com a sua autorização, poderei ajudá-lo à distância como se estivesse sentado ao seu lado
Em poucos minutos conseguimos resolver muitos problemas que, há alguns anos, implicavam uma visita presencial.
Como preparar uma sessão de assistência remota
Antes da sessão, confirme apenas estes pontos:
O computador deve estar ligado e com acesso à Internet (por cabo ou Wi-Fi).
Descarregue e abra o programa RustDesk. Certifique-se que instala a versão correta para o seu computador. Em caso de dúvida contacte-me.
Anote o ID e a palavra-passe apresentados no ecrã.
Entre em contacto comigo e indique-me esses dados.
Mantenha-se junto do computador durante a assistência, caso seja necessário confirmar alguma operação ou esclarecer alguma dúvida.
Se o computador não conseguir ligar-se à Internet, a assistência remota não será possível. Nesse caso, poderemos agendar uma deslocação ao seu domicílio para diagnosticar e resolver o problema presencialmente.
Nos próximos dias vou executar alguns relatórios para ver se a bateria corresponde às expectativas. Gostava que aguentasse, neste PC, umas 3+ horas. Já ficava feliz.
(Sim, eu dou nomes de mulheres às minhas máquinas. Numa rede todas as máquinas têm de ter um nome, que geralmente é definido automaticamente, ficando qualquer coisa como MSFTLS1378X… que não diz nada a ninguém… Com nomes reais sei logo com que máquina estou a trabalhar. Além de ser mais humano.)
Depois de um falso alarme, que me fez ficar em casa na sexta-feira, chegou hoje a bateria. Já está no PC a carregar!
O caso mais extremo de overpackaging que já vi! Uma bateriazinha de computador numa caixa daquele tamanhão!!! 😂
Mas que se lixe, a bateria parece estar em boas condições. Vamos ver daqui a pouco quanto tempo dura a carga, e fazer dois ou três ciclos de carga e descarga.
Depois fico livre para ir trabalhar para onde quiser!
A carregar a bateria pela primeira vez. Em breve seremos LIVRES!!! 😃
Há 35 anos era esta a capa da lendária revista Byte, a primeira que comprei, ao ter acabado de decidir seguir uma carreira na informática. Lembro-me de, na altura, ter ficado tão impressionado com esta capa que pensei que o futuro da informática ia terminar em breve, uma vez tudo se iria tornar tão fácil que toda a gente poderia usar computadores sem conhecimentos técnicos. Afinal bastaria saber usar uma caneta… Como me enganei! 35 anos depois, os técnicos de informática são mais necessários que nunca, com a proliferação de tecnologias que tentam simplificar processos complexos mas que, quando falham, expoem subitamente toda essa complexidade, deixando os utilizadores completamente desamparados. Algo que vemos quase todos os dias.