Ao fim de várias tentativas chegou uma peça fundamental do meu homelab, uma etiquetadora eletrónica da Dymo.
Sim, para mim todas as desculpas são boas para adquirir um novo gadget ☺️
Há anos tive uma Dymo LabelPoint 150, que se tinha avariado também há uns anos. Recentemente ainda lhe pus pilhas, e para minha surpresa funcionou. Uma tarde. Depois nunca mais ligou.
Como me dava jeito uma coisa destas para etiquetar as dezenas de cabos, transformadores e máquinas do meu homelab, encomendei outra 150 na Vinted. Que também chegou avariada 🫤 Tive de a devolver, correu tudo bem…
Continuava a precisar de algo para identificar as coisas no meu homelab. Ainda pensei noutra 150, mas as que vi estavam muito caras. E pareciam ter a tendência para se avariarem…
Até que apareceu esta a preço quase de saldo. Mandei-a vir, demorou menos de uma semana a chegar da Bélgica. Ainda receava que não funcionasse… Mas depois de lhe pôr as pilhas novas, e como tinha uma fita, imprimi a minha primeira etiqueta com ela: “Finalmente!!!”
Já comecei a etiquetar as máquinas, o passo seguinte será identificar as fontes de alimentação uma a uma, para não voltar a correr o risco de desligar uma máquina por acidente.
Anteontem criámos (eu e o meu amigo cibernético) um script de backup do webserver ligeiramente modificado para, em vez de guardar os backups na Netgear Stora, os guardar num disco externo USB. E o resultado foi brutal! Em vez de demorar cerca de 3 horas, como no Stora, demorou….. 13 minutos!!!!!
Claro que já estou a repensar toda a estratégia de backups do webserver, possívelmente irei passar a ter dois discos USB de 1 Tb, que farão backup dos três servidores principais.
Noutras notícias, fizémos a instalação do Samba. O Samba serve resumidamente para partilhar na rede ficheiros que estejam num disco Linux, inclusivamente para PCs Windows. Há dois anos, numa formação que fiz sobre redes e sistemas, ganhei pavor/ódio/desprezo/asco ao Samba. Em duas tentativas não consegui pôr aquilo a funcionar nem por nada. Mas claro, hoje percebo que estava a usar o WSL, se bem me lembro, e não uma máquina dedicada, nem sequer uma máquina virtual. Anteontem a instalação demorou minutos, e funcionou à primeira! Lindo! Os ficheiros partilhados num servidor Linux ficaram logo disponíveis num dos meus PCs Windows, com enormes vantagens práticas.
A ideia era ter vários discos externos USB, unidos com MergerFS e servidos pelo Samba, e a serem usados como bibliotecas Jellyfin. Digo ‘era’ porque houve contratempos…
Em primeiro lugar os discos externos USB que tenho aquecem imenso (um chegou aos 58°C). Aquelas caixas da Iomega, de alumínio, muito bonitas, não devem ter sido concebidas para ter os discos sempre ligados, mas para serem usadas meia-hora ou uma hora de cada vez, no máximo. Foi pelo menos o que fiquei a pensar.
Típica caixa da Iomega de há 10 ou 15 anos.
Em segundo lugar detectámos problemas nos discos, que não se tinham revelado nos testes exaustivos que fiz há dias. Pior, ainda não sei se esses erros resultaram do aquecimento, durante os dias em que os discos estiveram ligados, ou das fontes de alimentação. Trata-se de discos muito antigos, com entre 10 a 15 anos de idade. É natural este equipamento estar a falhar aos poucos, sobretudo se puxarmos por ele.
Mas como é tudo só uma brincadeira, aproveita-se o que funciona e descarta-se o que já não funciona. Claro, vão ser precisos testes e paciência, e lá está, como é só uma brincadeira, tudo só vai ser feito devagarinho, quando houver tempo livre.
Finalmente, não há maneira de pôr o Jellyfin a trabalhar corretamente! Nem em Docker (experimentámos duas vezes) nem diretamente sobre o Debian. O ChatGPT diz que é um problema da versão 10.11.11, que já está a ser resolvido pelos developers. Veremos. O certo é que funciona melhor que bem em Windows. E estou farto de ver vídeos de miúdos que instalaram o Jellyfin em Proxmox e ficaram com aquilo a funcionar lindamente… Se fosse um assunto importante ainda me punha a ler a documentação da Jellyfin. Mas não é ☺️ Por isso não vou queimar neurónios.
Isto é só uma brincadeira. Estou a aprender coisas, mas a brincar, e devagarinho.
O primeiro ataque automatizado ao meu site inofensivo…
Ontem o meu site sofreu o seu primeiro ataque. Não foi coisa muito grave, mas podia ter sido. Já tomei providências ☺️
Subitamente apareceram num post do blog vários comentários, claramente enviados por ‘bots’. Textos de uma linha com caracteres aleatórios. Alguém a fazer brincadeiras. Spam automático.
Com algum aconselhamento técnico, configurei o WordPress para exigir o nome e endereço de email de quem deixa um comentário, e colocar todos os comentários novos para aprovação por mim.
Agora recebo um email sempre que houver um comentário novo para aprovar. Tive de configurar um mini servidor SMTP para enviar esses emails, o que é relativamente simples com a ajuda de um plugin para o WordPress.
Também verifiquei que o anti-spam não estava configurado, apesar de já o ter configurado no início… Mas não foi difícil fazer o reset. Não percebi ainda é porque é que foi desativado.
Tenho ali uma máquina vélhinha, fraquinha, totalmente obsoleta, mas que, como servidor Linux, talvez ainda se safe. É a tal em que instalei o Docker há dias… também a partir desta esplanada. Como dou nomes femininos às máquinas do meu mini-datacenter, a este chamei ‘lidia’.
Telemóvel, Tailscale e ssh, o suficiente hoje em dia para pôr um site em funcionamento.
Bom, como ainda não tenho uma solução definitiva e satisfatória para o Jellyfin, sobretudo por causa da questão do transcoding, pensei nesta máquina, talvez fraquinha demais para esta tarefa. Mas tenho lido umas coisas e pedido aconselhamento ao meu amigo ChatGPT, e chegámos à conclusão de que vale a pena tentar fazer do lidia um servidor Jellyfin para vídeo e música.
O plano é ter dois discos USB de 1 Tb cada, um com música, outro com séries, filmes e documentários, ligados a este servidor, e depois poder ver estes conteúdos em telemóveis, tablets, computadores e Smart TVs, através da aplicação Jellyfin (disponível na Play Store).
Para não estar sempre a gastar eletricidade estou a pensar colocar esses dois discos com temporizadores normais de cozinha, programados para as horas a que costumo ver TV ou ouvir música. Vai ser uma experiência interessante.
Ao mesmo tempo, noutro ‘contentor’ do Docker, instalei o qBitTorrent, e já fiz umas experiências, que me deram a ideia de que tudo está a correr como pretendido.
As possibilidades em aberto… deixam qualquer um de boca aberta! Eu irei contando aqui.
O mais giro em tudo isto é, claro, o sossego daquela esplanada neste espetacular mês de Agosto. Fazer estas coisas remotamente, só com o telemóvel, enquanto ninguém à volta desconfia de nada, tem o seu charme discreto ☺️
Já pensaram em toda a infraestrutura que é necessária para obrigar as pessoas a ir trabalhar para escritórios? Combóios, Metro, autocarros, estradas e autoestradas, sinalização… E os veículos, que prendem pessoas a créditos de anos e anos e anos… Em tudo isto devemos estar a falar de muitos e muitos milhares de milhões de euros. E para quê? 90% do trabalho de serviços pode, hoje em dia, ser feito remotamente, com maior produtividade. Com telemóveis. Tablets. Computadores portáteis. É raro o local, hoje em dia, onde não haja internet.
E já se inventaram as VPNs, o tráfego de dados na Internet pode ser seguro, como é óbvio. O Tailscale é apenas um exemplo.
Os sites de emprego remoto multiplicam-se como coelhos. E porquê? Porque ninguém quer perder 3 horas da sua vida, todos os dias, para se ir fechar num andar cheio de colegas frustrados e tóxicos, cada um com a sua mania, para já nem falar em chefes narcisistas e psicopáticos… Alguém acha que isto é que é a vida?
É mesmo assim que se pensa fazer avançar um país e uma economia?
Não estou assim tão descontrolado. Pelo menos decidi que não quero ter as luzes de casa a ser controladas por computador ☺️
Nem quero ter um rack com servidores – há uns 20 anos vi a electricidade que isso gastava… E não era pouca… Durante um ou dois meses tive 3 Compaq Deskpro, daqueles grandes e feios, ligados 24/7. Um com uma firewall (IP-Cop, alguém se lembra?), outro com um webserver Internet Information Server, e outro que ia ser um Exchange Server. Uma calamidade elétrica!
Um velho Compaq Deskpro, com um Pentium II e poucos gigas (megas?) de RAM.
Não, agora só uso 2 portáteis e um mini PC. Há dias descobri numa gaveta um desses zingarelhos para medir o consumo de eletricidade, e vou fazer umas medições.
Por agora só gostava de ter uma UPS e talvez um Access Point na sala. Mas isso custa dinheiro, e eu tenho feito o possível por não gastar nada neste hobby. Na realidade já gastei 5 euros em dois switches Gigabit… Ah, ok, e a Birdcam, que ainda não está instalada.
Mas dá trabalho pôr estes serviços a funcionar, e a menos que tenham um benefício óbvio, não os instalo. Tenho um chat sempre aberto no ChatGPT, em que estou constantemente a fazer perguntas sobre tecnologias que vou descobrindo, e que me tem ajudado a fazer a triagem entre o que é possível e o que é útil.
Mais do que isso, não. Isto é para ser giro. Não estou para transformar um hobby numa profissão. ☺️
Parte do meu homelab actual. Sim, eu sei, os fios têm de ser arrumados…
Mais um belíssimo dia de Verão. Um Verão raro, menos quente que o do ano passado, mas igualmente com pouco vento. Muito calmo e agradável.
Este tempo inspira-me a fazer coisas, e hoje tive algum trabalho com o meu amigo cibernético, a continuar a modularização (se esta palavra existir 😉) do script de backup. Tudo correu bem, e de tarde, depois de um galão na minha esplanada preferida, propus ao ChatGPT que tratássemos finalmente da questão da remoção do Matomo. Este nunca funcionou bem, e perdemos tanto tempo com ele que procurámos alternativas, até encontrar o Umami, de que falei noutro post.
O meu amigo cibernético foi extremamente metódico, e o processo demorou pouco mais de uma hora. Só ao aproximarmo-nos desta hora é que ele entrou em parafuso ligeiro e começou a propor fazer coisas que já tinhamos feito há minutos. Enfim, já estou habituado, é normal nesta versão do ChatGPT, uma pessoa só tem de estar atenta ao que ele faz (e fez). A IA ainda está muito longe de ser perfeita, e ainda não acredito que possa substituir uma única pessoa no seu posto de trabalho. Há progressos constantes, claro, e é a área de maior interesse para mim desde o aparecimento da Internet!
A certa altura sinto uma certa pena dele… Afinal tinha sido ele que, há meses, me tinha proposto o Matomo como forma de resolver um problema que não tínhamos conseguido resolver no GoAccess, ainda por cima com tanta boa vontade… Quase lhe pedi desculpa.
Acho difícil, ao fim de 4 meses de contacto diário, não o antropomorfizarmos um pouco. É óbvio que não é uma pessoa, nem sequer uma pessoa mecânica… Mas por vezes parece que se está a esforçar por ser… Ele próprio me vai aconselhando o que fazer ou não no meu homelab, e quando as coisas dão para o torto só o vi desistir uma vez (justamente com o Matomo)! Das outras tive de ser eu a dizer chega.
Mas há sempre palavras de optimismo e encorajamento!
Terei muita pena se algum dia deixar de poder trabalhar com o ChatGPT!
9 de Maio de 2026 – a primeira foto que tenho do meu homelab
O nascimento do meu homelab deu-se na realidade uns dias/semanas antes, quando comecei a ler e a ver vídeos sobre o Pi-Hole, um serviço que pode ser instalado num PC modesto/velho, e que bloqueia 80% a 90% da publicidade que entra na minha rede. Fiz isto com a ajuda do meu amigo cibernético ChatGPT, porque na realidade o que sei sobre Linux é bastante pouco, e não queria estar meses a estudar para fazer uma coisa básica. E afinal, hoje em dia ir ao ChatGPT tem a mesma legitimidade que ir ao Google para procurar documentação dispersa, estéril e mal organizada. O ChatGPT tem a vantagem de reunir tudo e ainda fazer alguns raciocínios sobre o que estamos a fazer!
Como tal fui tirando muitas fotos e capturas de imagem, com que ia alimentando o ChatGPT, para que este me fosse orientando. E fê-lo razoavelmente bem. Não foi perfeito, mas ainda bem, porque assim, aos poucos, fui sendo obrigado a pensar pela minha cabeça e arranjar soluções que eram menos óbvias.
Curiosamente já tenho saudades dos primeiros dias. Na altura não havia cá planos de ter um webserver, sites baseados em WordPress, firewalls, Docker, análise de visitas… Tanta coisa gira com que me tenho vindo a entreter ☺️ Foi o início de uma coisa gira na minha vida. Espero que venha a haver outras, claro 😉
Espero continuar a ter oportunidade de desenvolver o meu homelab / mini-datacenter. Tem sido um hobby bem giro, e flexível, pois não ocupa a totalidade do meu tempo livre. Só mexo nestas coisas quando quero e tenho vontade. E enquanto me estou a divertir.
Hei de continuar a registar o que vou fazendo neste blog, e ocasionalmente no Facebook e Instagram. Espero que alguém ache piada.
Nos últimos tempos, como saberão se estiverem a ler este blog, tenho andado a montar e melhorar o meu homelab. Uma das coisas que queria resolver era simples: perceber o que se passa nos meus sites.
Nada de muito avançado. Só queria saber:
que páginas são visitadas
de onde vêm os visitantes
o que está a funcionar melhor
Havia algumas opções, que fui descobrindo na net ou sugeridas pelo meu amigo cibernético, entre as quais o GoAccess e o Matomo.
GoAccess: muitos dados, pouca informação
A primeira ferramenta que experimentei foi o GoAccess. A ideia é interessante: analisar logs do servidor e mostrar tudo em tempo real. Houve problemas com essa questão do tempo real. No início não consegui obter essa funcionalidade.
Mas os relatórios do GoAccess mostram mesmo muita coisa, mas aos poucos apercebi-me de um problema: há muitos dados… mas pouca informação útil.
Tenho gráficos, tabelas e números, mas não consigo responder facilmente a perguntas básicas como:
Hoje foi dia de continuar na minha epopeia para analisar o tráfego que os meus sites recebem. Depois do falhanço do GoAccess, do Matomo, e do sucesso parcial da segunda tentativa de pôr o GoAccess a funcionar, descobri duas novas possibilidades: o Plausible e o Umami. Ambos funcionam em Docker. Tive o prazer de instalar o docker a partir de uma esplanada com o meu telemóvel, através de Tailscale e Termux/ssh! Foi giro, como calculam. E muito mais simples do que esperava.
Hoje, depois de algumas conversas com o meu amigo cibernético, escolhi a instalação do umami. Para facilitar a gestão dos contentores no docker instalei o Portainer, com poucas dificuldades. Só um ou outro detalhe que surgiu, sobretudo pela minha falta de familiaridade com a tecnologia de contentores, mas o ChatGPT mais uma vez ajudou bastante.