Hoje criei um site inteiramente dedicado à minha actividade de explicador de Matemática dos 7°, 8° e 9° anos do ensino básico. O site terá alguns artigos sobre matérias destes anos e possívelmente alguns exercícios resolvidos, que irão sendo adicionados ao longo do tempo.
A decisão de tornar esse site independente deste deveu-se ao tipo mais generalista de conteúdos que vão sendo publicados neste blog, que contrasta com a concentração na Matemática exigida num site dedicado às explicações.
Visite o site em explicacoes.ddns.net, e deixe a sua opinião , comentários ou sugestões, que serão sempre bem-vindos.
Há meses que tenho tentado, com o meu bom amigo ChatGPT, instalar e configurar um sistema de análise de acessos ao meu site. Em Maio começámos com o GoAccess, mas tivemos muitas dificuldades em pôr as estatísticas de acesso a serem actualizadas automaticamente. Por isso desistimos e optámos pelo Matomo. Infelizmente este tem sido também uma grande fonte de dores de cabeça e, ao fim de várias semanas de frustração com as suas falhas e bugs, decidi dar uma nova chance ao GoAccess. Apenas para voltar a ter os mesmos problemas de há meses.
Ontem foi, portanto, um dia frustrante, por isso hoje decidi não dedicar muito tempo ao meu homelab / mini-datacenter. Fiz outras coisas. Tarefas domésticas. Teletrabalho. Mas para o meio da tarde dei por mim a pensar que era possível fazer um script que gerasse as estatísticas, não de forma automática mas à mão. Porque isso tinha sido feito com sucesso ontem, e depois tínhamos estragado tudo… E após algumas experiências vi que isso deveria ser possível, pelo que recorri de novo ao ChatGPT, e conseguimos elaborar um script com esse fim:
Este script consegue fazer, quando chamado manualmente, este relatório:
Hoje, como de costume, fui tomar o cafézinho do dia à esplanada do Café Piccadilly. Só que hoje foi uma Frize. Como tinha estado a lutar com o GoAccess em casa, liguei-me com o telemóvel, via Tailscale e ssh ao servidor, e fui conversando com o meu amigo ChatGPT acerca do assunto. Ainda estivemos um bocado a batalhar no assunto, até que chegaram os meus amigos, e fiz uma pausa no combate. A coisa está difícil…
Entretanto, ao fim de mais umas horas, ainda estamos na mesma guerra. Estamos essencialmente numa daquelas situações em que tudo está correcto… mas não funciona… E ainda não compreendemos o mistério…
Para uma manhã isto está a correr bastante bem. Mas não sem algumas pequenas desilusões.
Pelo menos duas das minhas máquinas não têm Wake On LAN 😢 E a principal é uma delas. O que faz com que, se a luz faltar e a bateria se esgotar, a máquina desliga e eu não tenho forma de a ligar remotamente. Só indo mesmo lá carregar no botão Power. Ou seja, mesmo que a luz volte a rede fica toda em baixo até eu poder ir a casa carregar num botão….. 🫤 Talvez com outra máquina, um dia.
Continuei a actualizar a configuração do Uptime-Kuma, e a instalação do GoAccess. Mas infelizmente, apesar de a informação da localização dos acessos ficar nos logs, não é apresentada no interface HTML. O GoAccess usa a base City para melhorar a precisão da geolocalização, mas o painel visual fica agregado ao nível do país.
Ou seja, fico dependente de uma instalação defeituosa e com bugs do Matomo 😭
Mas pronto, vou continuar daqui a pouco com a proteção do painel do GoAccess. E ainda há muito trabalho a fazer no hardening do site.
Montes de coisas giras para fazer neste Verão tão chocho…
Hoje está a ser- foi – um dia em cheio. Nem me lembro bem do que já fizemos, eu e o meu ajudante cibernético!
Alterei os prompts da shell dos três servidores principais, para dizerem a data e a hora, além de mostrar o nome da máquina com um código de cores.
Cada servidor tem o seu código de cores, que simplifica a sua identificação quando tenho várias sessões abertas ao mesmo tempo.
Lembrei-me de fazer isto porque o ChatGPT não tem uma noção real do tempo. Pode falar como se fosse o mesmo dia numa conversa em que se tenham passado dois meses. Não tem timestamps de tipo nenhum. Mas como estou sempre a passar-lhe capturas de imagem da consola, ele parece estar a orientar-se melhor.
Depois fiz a migração do Uptime-Kuma para o alexandra, porque o lidia tem outros fins em vista. Ainda estou a trabalhar nisto e a aprender.
Tenciono escrever um mini-artigo a explicar o que cada um destes indicadores significa.
Esta migração demorou uma meia-hora, porque o alexandra é a máquina mais fraquinha (mas a base de tudo ☺️) do meu mini-datacenter/homelab.
Ainda andei a caçar problemas no Matomo, até chegarmos à conclusão de que encontrámos dois bugs – o que o ChatGPT confirmou!
E finalmente comecei a instalação do GoAccess. Não é complexa, mas como estou a dar sinais de cansaço (erros, olhos cansados), decidi parar por aqui.
Pelo meio debati com um amigo e com o ChatGPT uma forma melhor de proteger o meu webserver, e o eventual registo de domínios web.
Tínhamos posto o Tailscale de lado temporariamente, enquanto afinávamos o sistema de backups automáticos. Estes parecem que estão já a funcionar aceitavelmente, mas ainda vão ter uma segunda linha de backup, num disco USB de 1Tb.
Por isso hoje atacámos de novo o Tailscale, constatando que está a funcionar corretamente, sem exit node, mas só dentro da minha lan… o que é redundante/desnecessário. O que interessa é funcionar fora da lan. Estivémos umas horas a batalhar, até que o ChatGPT começou a entrar em espiral e a pedir-me testes atrás de testes, muitos que já tinha pedido há 2 minutos – claramente estava tão confuso como eu.
Então decidi pararmos para descansarmos – os dois. E enquanto descansávamos descobri este switch:
Estava ativado. O sistema voltou a funcionar, mas sem acesso à consola de administração. Pensei ter encontrado a pista que faltava mas….. afinal só ficou tudo como se não houvesse Tailscale…
Não foi uma boa manhã, portanto 😂
Vou continuar com os meus projectos de cablagem aqui em casa e de instalação da birdcam – que só precisa estar pronta na próxima Primavera – dos backups em USB, e do root de um Kindle para o usar como painel de controlo de toda a rede.
Quem tem uma coleção de filmes, séries, música ou fotografias digitais já deve ter pensado: “Seria ótimo poder aceder a tudo isto em qualquer dispositivo, sem depender de serviços de streaming.”
É precisamente isso que o Jellyfin permite.
O que é o Jellyfin?
O Jellyfin é um servidor multimédia gratuito e de código aberto que organiza toda a sua biblioteca e a disponibiliza através da rede local ou, se assim o desejar, também pela Internet.
Em vez de guardar ficheiros espalhados por várias pastas e discos, o Jellyfin apresenta-os de forma organizada, com capas, descrições, elenco, classificações e muito mais, criando uma experiência muito semelhante à de plataformas como Netflix ou Disney+.
A grande diferença é que o conteúdo é seu.
O que pode gerir?
O Jellyfin suporta praticamente todos os tipos de multimédia:
Filmes;
Séries;
Música;
Fotografias;
Vídeos pessoais;
Concertos;
Audiolivros;
Alguns tipos de televisão em direto, quando combinado com hardware adequado.
Tudo fica organizado automaticamente após indicar as pastas onde estão armazenados os ficheiros.
Organização automática
Uma das funcionalidades mais interessantes é a obtenção automática de informação sobre os conteúdos.
O Jellyfin descarrega:
Capas;
Sinopses;
Géneros;
Ano de lançamento;
Elenco;
Classificações;
Imagens de fundo.
A biblioteca passa rapidamente de uma simples lista de ficheiros para algo muito mais agradável de navegar.
Veja os seus conteúdos em qualquer dispositivo
Depois de instalado, pode aceder ao Jellyfin através de:
Computador;
Smartphone Android ou iPhone;
Tablet;
Smart TV;
Android TV;
Fire TV;
Apple TV;
Navegador Web.
Pode até continuar a ver um filme exatamente no ponto onde o interrompeu, mesmo mudando de dispositivo.
Privacidade acima de tudo
Ao contrário da maioria dos serviços comerciais, o Jellyfin não exige subscrições nem envia os seus dados para servidores externos.
É o utilizador quem controla tudo:
Onde os ficheiros estão guardados;
Quem tem acesso;
Como o servidor está configurado;
Que utilizadores podem visualizar cada biblioteca.
Para quem valoriza a privacidade, esta é uma enorme vantagem.
Corre em hardware modesto
Outra característica interessante é que não é necessário um computador muito potente.
Muitas pessoas executam o Jellyfin em pequenos mini-PCs, computadores reutilizados ou até em alguns NAS, tornando-o uma excelente opção para quem gosta de montar um homelab sem gastar uma fortuna.
Existem algumas limitações?
Sim, como qualquer software.
A qualidade da experiência depende da potência do servidor, especialmente quando é necessário converter vídeos em tempo real para dispositivos que não suportam determinados formatos.
Também é importante organizar corretamente os nomes dos ficheiros para que o Jellyfin identifique filmes e séries sem dificuldades.
Vale a pena?
Na minha opinião, sem dúvida.
O Jellyfin oferece uma combinação muito difícil de encontrar: é gratuito, poderoso, respeita a privacidade e permite criar uma verdadeira plataforma de streaming pessoal.
Se já tem uma coleção de filmes, séries, música ou fotografias, vale a pena experimentar. Depois de ver a sua biblioteca organizada com capas, informações e acesso a partir de qualquer dispositivo da casa, é difícil imaginar voltar à simples navegação por pastas no computador.
Para quem, como eu, gosta de experimentar novas tecnologias e de tirar partido de um homelab, o Jellyfin é daqueles projetos que proporcionam horas de aprendizagem… e muitas horas de entretenimento.
Chegou-me há dias uma câmara de vigilância da TP-link, uma Tapo C320WS. Andava já há algum tempo à procura de uma solução baratinha para colocar uma câmara apontada para o ninho dos rabirruivos, mas as câmaras que ia encontrando ou eram muito caras ou não estavam protegidas contra a chuva, humidade, pó ou calor.
Esta foi uma agradabilíssima ocasião – o vendedor estava a pedir €20, que já é baratíssimo, e eu ofereci €10. O homem aceitou! E a câmara chegou em dois dias.
Já passei algum tempo a brincar com ela, de início com a app oficial da Tapo, depois com o Samsung SmartThings, e consegui inclusicamente ver as imagens da camara no smartwatch!!!
Como os rabirruivos agora só voltam na próxima Primavera, o plano é, com calma, instalar a camara de forma a que se veja só o ninho – não me interessa ver as janelas dos vizinhos, claro – e configurar um dos servidores do meu homelab para divulgar as imagens pela Internet, para quem ache piada a ver os passarotes a entrar e a saír e, um dia, os ‘piquenos’ a saír do ninho. Para quem gosta da Natureza é muito giro.
Irei dando aqui notícias do progresso do projecto.
Quando se fala em homelabs, muitas pessoas imaginam imediatamente uma divisão cheia de servidores ruidosos, cabos por todo o lado e equipamento caro. A realidade é bastante diferente. Um homelab pode começar com um simples computador antigo que estava esquecido num armário e, aos poucos, transformar-se num projeto extremamente interessante e divertido.
Um homelab (home laboratory) é um pequeno laboratório informático montado em casa.
É um ambiente onde podemos experimentar tecnologias, aprender novas competências e criar serviços úteis para o dia a dia, tudo sem correr o risco de estragar o computador que utilizamos para trabalhar ou navegar na Internet.
As possibilidades são praticamente ilimitadas. Num homelab podemos criar uma nuvem privada com o Nextcloud, alojar um servidor multimédia com o Jellyfin, bloquear publicidade com o Pi-hole, monitorizar câmaras IP, alojar páginas web, experimentar Linux, aprender redes, configurar VPNs, automatizar a casa ou simplesmente descobrir como funcionam os bastidores da Internet.
Mas talvez o mais importante seja aquilo que um homelab nos ensina.
Em vez de apenas ler livros ou ver vídeos, podemos aprender fazendo. Instalar um servidor, resolver um problema de rede, recuperar de um erro ou criar um sistema de backups proporciona uma experiência prática que dificilmente se esquece.
Há também a vertente da privacidade e da independência. Ao alojarmos os nossos próprios serviços, passamos a ter um maior controlo sobre os nossos dados e deixamos de depender tanto de serviços na cloud. É uma excelente forma de perceber como funcionam muitas das tecnologias que utilizamos diariamente.
Outra grande vantagem é a reutilização de hardware. Computadores com dez ou quinze anos, que muitos considerariam obsoletos, continuam perfeitamente capazes de desempenhar funções importantes num homelab. Em vez de irem para o lixo, ganham uma nova vida como servidores de ficheiros, DNS, monitorização ou alojamento de aplicações.
Mas nem tudo é trabalho ou aprendizagem.
Para muitas pessoas, um homelab é simplesmente um hobby. Há quem passe uma tarde inteira a reorganizar cabos, otimizar um servidor, instalar um novo serviço ou experimentar uma distribuição Linux diferente, apenas pelo prazer de o fazer. É um passatempo que mistura tecnologia, criatividade e resolução de problemas, proporcionando aquela satisfação única de ver tudo a funcionar exatamente como imaginámos.
E existe também um enorme espírito de comunidade. Milhares de pessoas em todo o mundo partilham fotografias dos seus homelabs, trocam ideias, ajudam-se mutuamente a resolver problemas e desafiam-se a construir soluções cada vez mais interessantes, muitas vezes recorrendo apenas a equipamento usado ou de baixo custo.
O melhor de tudo é que não existe um homelab “certo”. Alguns ocupam uma simples prateleira; outros enchem um armário inteiro. Uns utilizam apenas um mini PC; outros têm vários servidores, switches e sistemas de armazenamento. Cada homelab reflete os interesses, os objetivos e a imaginação de quem o construiu.
No fundo, um homelab é muito mais do que um conjunto de computadores. É um espaço para aprender, experimentar, criar, divertir-se e, acima de tudo, alimentar a curiosidade. Afinal, poucas coisas dão tanto prazer a um entusiasta de tecnologia como ligar um novo servidor, ver tudo funcionar à primeira… ou passar horas a descobrir porque é que não funcionou.
Por incrível que possa parecer, todo o meu homelab tem sido configurado a partir de um tablet (no meu caso um Xiaomi Redmi Pad SE, mas podia ser um qualquer). Ou seja, não estou há mais de um mês agarrado a uma cadeira e a um teclado a entrar em loucura e cansaço extremo. À parte da instalação dos sistemas operativos propriamente ditos, e da configuração inicial, que só demora uns minutos, tudo o resto é feito por ssh, usando o Termux no tablet. Aliás, não tenho palavras suficientes para elogiar o Termux!
Já são, até agora, milhares de interações com o ChatGPT e com o Termux, tudo do conforto de um sofá. Até já fiz coisas nas minhas instalações sanitárias!!! 😂
Das raras ocasiões em que preciso de recorrer a um PC, tenho usado um portátil, que permite o mesmo nível de conforto.
Recomendo bastante este tipo de trabalho, se tiverem apoio da IA e souberem usar bem o teclado virtual dos tablets.