
Há jogos que nos pedem concentração, reflexos, estratégia, objectivos, missões e, inevitavelmente, umas quantas horas de vida.
Depois há coisas como o Slow Roads. Aqui a ideia é basicamente… conduzir. Não há ninguém para ultrapassar, ninguém nos está a perseguir, não há uma missão urgente e, sobretudo, não há aquela voz a dizer-nos que acabámos de falhar miseravelmente.
São estradas intermináveis, paisagens geradas automaticamente e um carro que podemos simplesmente conduzir ao nosso ritmo. O jogo foi pensado precisamente como uma espécie de viagem tranquila, sem objectivos nem distracções.
O próprio criador descreve-o como uma espécie de condução meditativa.
E foi aqui que descobri uma possível utilidade profissional para isto: aqueles momentos gloriosos em que estamos no escritório, já fizemos tudo o que havia para fazer, mas ainda faltam duas horas para podermos ir embora. Não estou, obviamente, a sugerir que se passe o dia de trabalho a jogar. Isso seria irresponsável 😉 Estou a falar daquele momento em que já respondemos aos emails, já fizemos as tarefas do dia, ninguém nos pediu mais nada e estamos oficialmente reduzidos à tarefa de marcar presença no escritório. Nesse caso, uma voltinha pelo campo virtual talvez seja uma actividade perfeitamente adequada à manutenção da sanidade mental. 😂
Também pode ser uma companhia simpática para uma viagem de comboio ou outro transporte público. Em vez de ficar a olhar para a mesma paisagem pela janela durante meia hora, podemos ter uma segunda viagem a acontecer no ecrã. E há qualquer coisa de curiosamente relaxante em conduzir por uma estrada que nunca acaba enquanto o comboio vai fazendo exactamente a mesma coisa, só que na vida real. O melhor é que o Slow Roads funciona directamente no navegador, não exige instalação e a versão web continua gratuita e sem publicidade.
No fundo, é um jogo para aqueles momentos em que não queremos propriamente jogar. Queremos apenas fazer qualquer coisa enquanto o tempo passa. E isso já é bastante útil. 😁
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