Passei os dias de ontem e hoje a tentar personalizar o meu ambiente de trabalho no mini-PC que vai dar apoio às minhas explicações, tanto online como presenciais.
As minhas conclusões, neste momento, são as seguintes: o Linux é fantástico para hardware antigo e limitado. Mas isto apenas porque as facilidades para os utilizadores finais são mínimas. O software só faz o mínimo essencial – bem, diga-se – mas todas as medidas de configuração e segurança têm de ser tomadas à mão, pelo próprio utilizador. E isso, neste ambiente, não é fácil nem linear. O Windows, por seu turno, é um sistema operativo muito mais pesado, logo mais exigente em termos de hardware, mas a facilidade de uso e a capacidade do software se auto-gerir são muito maiores.
O Linux já é adequado para muitos utilizadores finais, mas nem todos os ambientes Linux têm a mesma filosofia. E há ainda muitas arestas por limar.
Veja-se:
- Instalar o Windows e criar um atalho no desktop: 5 segundos.
- Instalar o Debian GNOME e criar esse mesmo atalho obriga a instalar DING, descobrir os ficheiros .desktop, criar permissões… Para criar um botão para abrir a gaveta do DVD acabo a pensar em escrever uma pequena extensão do GNOME. Criar uma pequena barra de tarefas -feia – demorou uma hora ou mais. Pôr a minha imagem de perfil obrigou a ir ao terminal várias vezes…
Para um utilizador comum, isto é um obstáculo. Mas o problema talvez não seja o Linux.
Na minha opinião, talvez seja sobretudo o GNOME. O GNOME tomou a decisão de simplificar muito a interface, removendo funcionalidades que considera “menos importantes”. O resultado é que os utilizadores mais experientes acabam por ter de recorrer a extensões para recuperar coisas básicas. Se estivesse a usar: KDE Plasma, provavelmente 90% destes ajustes eram feitos por menus. Ou Linux Mint (Cinnamon), também. XFCE, idem.
A minha conclusão: se um amigo meu me dissesse:”Quero um Linux para substituir o Windows da minha mãe”, eu não instalava Debian GNOME.
Provavelmente instalava:
- Linux Mint Cinnamon, ou
- KDE Plasma.
Para mim, ou para outra pessoa com muita experiência com sistemas informáticos, Debian + Gnome podem fazer sentido. Mas sinceramente creio que o seu lugar é na sala dos servidores, não num portátil de uma pessoa vulgar.
De modo que vou deixar o Debian para o meu servidor Web (miklops.ddns.net) e vou experimentar, durante alguns dias, o Linux Mint como máquina de apoio às explicações.
Porque a verdade é que o Debian não foi concebido com a facilidade de utilização como prioridade máxima. A prioridade é a estabilidade e a previsibilidade.
Irei dando o meu relato aqui neste blog.






