Tínhamos posto o Tailscale de lado temporariamente, enquanto afinávamos o sistema de backups automáticos. Estes parecem que estão já a funcionar aceitavelmente, mas ainda vão ter uma segunda linha de backup, num disco USB de 1Tb.
Por isso hoje atacámos de novo o Tailscale, constatando que está a funcionar corretamente, sem exit node, mas só dentro da minha lan… o que é redundante/desnecessário. O que interessa é funcionar fora da lan. Estivémos umas horas a batalhar, até que o ChatGPT começou a entrar em espiral e a pedir-me testes atrás de testes, muitos que já tinha pedido há 2 minutos – claramente estava tão confuso como eu.
Então decidi pararmos para descansarmos – os dois. E enquanto descansávamos descobri este switch:
Estava ativado. O sistema voltou a funcionar, mas sem acesso à consola de administração. Pensei ter encontrado a pista que faltava mas….. afinal só ficou tudo como se não houvesse Tailscale…
Não foi uma boa manhã, portanto 😂
Vou continuar com os meus projectos de cablagem aqui em casa e de instalação da birdcam – que só precisa estar pronta na próxima Primavera – dos backups em USB, e do root de um Kindle para o usar como painel de controlo de toda a rede.
Quando se fala em IPTV, muitas pessoas associam imediatamente este termo à pirataria. No entanto, isso nem sempre corresponde à realidade.
Existe um projeto chamado IPTV-org, mantido por uma comunidade de voluntários, que reúne milhares de canais de televisão disponibilizados publicamente pelos respetivos operadores e emissoras. O projeto não aloja nem retransmite qualquer conteúdo, limitando-se a organizar ligações para emissões públicas disponíveis na Internet.
É legal?
Sim.
O IPTV-org apenas agrega ligações para canais que já são disponibilizados publicamente pelos seus proprietários. Não distribui conteúdos protegidos por direitos de autor nem mantém servidores de streaming próprios.
Naturalmente, se um canal deixar de disponibilizar a sua emissão pública ou solicitar a remoção da ligação, esta poderá desaparecer da playlist.
E há pessoas que nos ensinam a pensar sobre tecnologia.
Para mim, John C. Dvorak pertence claramente ao segundo grupo.
John C. Dvorak 5:de Abril de 1946 – 20 de Julho de 2026 (80 anos)
Li os seus artigos durante cerca de quarenta anos. Durante esse tempo vi nascer e desaparecer empresas, sistemas operativos, linguagens de programação, fabricantes de computadores, modas e tendências que pareciam imparáveis. Em todas essas mudanças, houve uma constante: a voz clara de John Dvorak.
Algumas das suas opiniões eram deliberadamente provocadoras. Mas nunca deixei de o ler, porque havia uma diferença importante entre Dvorak e muitos outros comentadores: escrevia aquilo em que realmente acreditava.
Quando alguém me pede ajuda para comprar um computador novo, faço sempre a mesma pergunta:
“O que vai fazer com o computador?”
Na maioria dos casos, a resposta é muito semelhante: navegar na Internet, consultar o e-mail, utilizar o Word ou o Excel, tratar das fotografias, fazer videochamadas, ver vídeos no YouTube ou nas plataformas de streaming e, ocasionalmente, imprimir alguns documentos.
Se estas também são as suas necessidades, provavelmente não precisa de uma torre grande nem de um portátil topo de gama. Na maioria dos casos, um Tiny PC é a solução ideal.
O que é um Tiny PC?
Um Tiny PC é um computador de secretária de dimensões muito reduzidas, normalmente pouco maior do que um livro. Apesar do tamanho, oferece um desempenho surpreendente e é perfeitamente capaz de executar todas as tarefas do dia a dia.
É comum encontrarmos modelos profissionais da Lenovo (ThinkCentre Tiny), HP (EliteDesk Mini) ou Dell (OptiPlex Micro), originalmente utilizados em empresas e que hoje podem ser adquiridos recondicionados a preços muito interessantes.
Pequeno por fora, grande por dentro
Não se deixe enganar pelo tamanho. Um Tiny PC é um PC a sério.
Os Tiny PCs utilizam processadores Intel Core ou AMD Ryzen, memória DDR4 ou DDR5 e discos SSD muito rápidos. O resultado é um computador ágil, que arranca em poucos segundos e responde rapidamente às tarefas mais comuns.
Para a grande maioria das pessoas, a experiência será praticamente indistinguível da de um computador muito maior.
Recondicionado não significa usado sem qualidade
Pode também comprar muitos PCs Tiny recondicionados. Existe algum preconceito em relação aos equipamentos recondicionados, mas muitas vezes é precisamente o contrário.
Grande parte destes computadores pertenceu a empresas que renovam regularmente o seu parque informático, mesmo quando os equipamentos continuam em excelente estado de funcionamento.
Além de serem construídos para utilização profissional, costumam apresentar uma qualidade de fabrico muito superior à de muitos computadores novos de gama económica, e geralmente a preços muito mais acessíveis que um PC novo na loja.
Na minha opinião, um bom Tiny PC recondicionado é frequentemente uma compra mais inteligente do que um computador novo de baixo custo.
Menos espaço, menos ruído
Uma das primeiras coisas que se nota é o espaço que fica livre na secretária.
Um Tiny PC ocupa apenas uma pequena área e, em muitos casos, pode até ser instalado atrás do monitor através de um suporte VESA, ficando praticamente invisível.
Outra vantagem é o baixo nível de ruído. Para quem trabalha ou estuda em casa, é muito agradável utilizar um computador praticamente silencioso.
Também poupa na conta da eletricidade
Os Tiny PCs foram concebidos para consumir pouca energia.
Comparativamente a uma torre convencional, o consumo elétrico pode ser bastante inferior, sobretudo quando o computador permanece ligado durante muitas horas por dia.
É uma vantagem que, ao longo dos anos, também se reflete na fatura da eletricidade.
Um bom monitor faz toda a diferença
Muitas pessoas concentram-se apenas nas características do computador e esquecem-se do componente que vão estar a olhar durante horas: o monitor.
Um bom monitor IPS, com resolução Full HD ou superior, oferece maior conforto visual, melhores cores e reduz o cansaço durante longos períodos de utilização.
Na minha opinião, investir num bom monitor é muitas vezes mais importante do que comprar um computador excessivamente potente.
O teclado e o rato também contam
Outro erro frequente é utilizar teclados e ratos de fraca qualidade.
São os periféricos com que mais interagimos e um bom conjunto torna o trabalho muito mais confortável.
Quem passa várias horas por dia ao computador percebe rapidamente a diferença.
E para jogos?
Aqui importa ser realista.
Embora alguns Tiny PCs permitam executar jogos mais leves ou antigos, não foram concebidos para jogos exigentes ou aplicações gráficas muito pesadas.
Se o principal objetivo for jogar títulos recentes com elevada qualidade gráfica, será mais adequado optar por um computador equipado com uma placa gráfica dedicada.
Para praticamente todas as restantes utilizações, um Tiny PC responde perfeitamente.
São fáceis de atualizar?
Na maioria dos modelos profissionais, sim.
Normalmente é possível aumentar a memória RAM ou substituir o SSD de forma bastante simples, permitindo prolongar ainda mais a vida útil do equipamento.
A minha recomendação
Ao longo dos anos tenho recomendado Tiny PCs a muitos clientes e o feedback tem sido extremamente positivo.
A maioria fica surpreendida por descobrir que um computador tão pequeno consegue ser tão rápido, silencioso e fiável.
Se procura um computador para trabalhar, estudar, navegar na Internet, tratar de documentos ou simplesmente desfrutar dos seus conteúdos multimédia, um Tiny PC poderá ser exatamente aquilo de que precisa.
Nem sempre o maior computador é o melhor. Muitas vezes, a melhor escolha é precisamente aquela que ocupa menos espaço, consome menos energia e faz tudo aquilo de que realmente necessita.
E, se optar por um modelo profissional recondicionado, poderá ainda conseguir uma excelente relação entre qualidade, desempenho e preço.
Há alguns anos utilizava o TeamViewer para prestar assistência remota aos computadores dos meus clientes. Era uma solução prática, mas com o tempo tornou-se mais limitada e, em muitos casos, começou a apresentar restrições para quem a utilizava gratuitamente.
Hoje utilizo o RustDesk, uma alternativa moderna, gratuita e de código aberto que me permite continuar a prestar o mesmo tipo de assistência, de forma simples, rápida e segura.
Janela principal do Rustdesk. Os dados de identificação da máquina e utilizador foram ocultados.
O que é o RustDesk?
O RustDesk é um programa de acesso remoto que permite, com a autorização do utilizador, visualizar e controlar um computador à distância.
Na prática, é como se eu estivesse sentado em frente ao computador do cliente, mesmo estando a vários quilómetros de distância.
É compatível com Windows, Linux, macOS e Android, o que significa que praticamente qualquer pessoa o pode utilizar.
O programa apresenta um ID e uma palavra-passe temporária.
O cliente comunica-me esses dados por telefone ou mensagem.
Após a ligação, peço autorização para controlar o computador.
Terminada a assistência, basta fechar o programa.
Sempre que voltar a abrir o RustDesk será gerada uma nova palavra-passe, pelo que ninguém consegue voltar a ligar-se sem a autorização do utilizador.
O que posso fazer remotamente?
Através do RustDesk consigo realizar praticamente todas as tarefas que faria se estivesse fisicamente em frente ao computador:
Resolver problemas de software;
Instalar programas;
Configurar impressoras;
Remover aplicações desnecessárias;
Efetuar atualizações do Windows ou Linux;
Configurar contas de e-mail;
Ajudar na utilização de programas;
Fazer pequenas formações à distância.
Em muitos casos, um problema que obrigaria a uma deslocação fica resolvido em poucos minutos.
Quais são as vantagens para o cliente?
A assistência remota tem várias vantagens:
Não precisa de desligar o computador nem transportá-lo;
A resolução do problema é normalmente muito mais rápida;
Evita deslocações e tempos de espera;
Pode acompanhar tudo o que estou a fazer no ecrã;
Pode interromper a sessão quando quiser, bastando fechar o programa.
Isto torna a assistência muito mais cómoda para ambas as partes.
É seguro?
Sim.
As ligações do RustDesk são protegidas por encriptação de ponta a ponta e o programa foi concebido com grande foco na segurança. Além disso, apenas consigo aceder ao computador quando o cliente me fornece o ID e a palavra-passe da sessão e autoriza a ligação.
Porque deixei de utilizar o TeamViewer?
O TeamViewer continua a ser um excelente programa, mas para o tipo de assistência que presto o RustDesk oferece tudo aquilo de que preciso, sem muitas das limitações que foram surgindo ao longo dos anos.
É rápido, leve, fácil de utilizar e funciona muito bem, mesmo em computadores mais antigos.
Precisa de ajuda?
Se estiver com dificuldades no seu computador, muitas vezes nem é necessário sair de casa.
Basta instalar o RustDesk, comunicar-me o ID e a palavra-passe temporária e, com a sua autorização, poderei ajudá-lo à distância como se estivesse sentado ao seu lado
Em poucos minutos conseguimos resolver muitos problemas que, há alguns anos, implicavam uma visita presencial.
Como preparar uma sessão de assistência remota
Antes da sessão, confirme apenas estes pontos:
O computador deve estar ligado e com acesso à Internet (por cabo ou Wi-Fi).
Descarregue e abra o programa RustDesk. Certifique-se que instala a versão correta para o seu computador. Em caso de dúvida contacte-me.
Anote o ID e a palavra-passe apresentados no ecrã.
Entre em contacto comigo e indique-me esses dados.
Mantenha-se junto do computador durante a assistência, caso seja necessário confirmar alguma operação ou esclarecer alguma dúvida.
Se o computador não conseguir ligar-se à Internet, a assistência remota não será possível. Nesse caso, poderemos agendar uma deslocação ao seu domicílio para diagnosticar e resolver o problema presencialmente.
Quem tem uma coleção de filmes, séries, música ou fotografias digitais já deve ter pensado: “Seria ótimo poder aceder a tudo isto em qualquer dispositivo, sem depender de serviços de streaming.”
É precisamente isso que o Jellyfin permite.
O que é o Jellyfin?
O Jellyfin é um servidor multimédia gratuito e de código aberto que organiza toda a sua biblioteca e a disponibiliza através da rede local ou, se assim o desejar, também pela Internet.
Em vez de guardar ficheiros espalhados por várias pastas e discos, o Jellyfin apresenta-os de forma organizada, com capas, descrições, elenco, classificações e muito mais, criando uma experiência muito semelhante à de plataformas como Netflix ou Disney+.
A grande diferença é que o conteúdo é seu.
O que pode gerir?
O Jellyfin suporta praticamente todos os tipos de multimédia:
Filmes;
Séries;
Música;
Fotografias;
Vídeos pessoais;
Concertos;
Audiolivros;
Alguns tipos de televisão em direto, quando combinado com hardware adequado.
Tudo fica organizado automaticamente após indicar as pastas onde estão armazenados os ficheiros.
Organização automática
Uma das funcionalidades mais interessantes é a obtenção automática de informação sobre os conteúdos.
O Jellyfin descarrega:
Capas;
Sinopses;
Géneros;
Ano de lançamento;
Elenco;
Classificações;
Imagens de fundo.
A biblioteca passa rapidamente de uma simples lista de ficheiros para algo muito mais agradável de navegar.
Veja os seus conteúdos em qualquer dispositivo
Depois de instalado, pode aceder ao Jellyfin através de:
Computador;
Smartphone Android ou iPhone;
Tablet;
Smart TV;
Android TV;
Fire TV;
Apple TV;
Navegador Web.
Pode até continuar a ver um filme exatamente no ponto onde o interrompeu, mesmo mudando de dispositivo.
Privacidade acima de tudo
Ao contrário da maioria dos serviços comerciais, o Jellyfin não exige subscrições nem envia os seus dados para servidores externos.
É o utilizador quem controla tudo:
Onde os ficheiros estão guardados;
Quem tem acesso;
Como o servidor está configurado;
Que utilizadores podem visualizar cada biblioteca.
Para quem valoriza a privacidade, esta é uma enorme vantagem.
Corre em hardware modesto
Outra característica interessante é que não é necessário um computador muito potente.
Muitas pessoas executam o Jellyfin em pequenos mini-PCs, computadores reutilizados ou até em alguns NAS, tornando-o uma excelente opção para quem gosta de montar um homelab sem gastar uma fortuna.
Existem algumas limitações?
Sim, como qualquer software.
A qualidade da experiência depende da potência do servidor, especialmente quando é necessário converter vídeos em tempo real para dispositivos que não suportam determinados formatos.
Também é importante organizar corretamente os nomes dos ficheiros para que o Jellyfin identifique filmes e séries sem dificuldades.
Vale a pena?
Na minha opinião, sem dúvida.
O Jellyfin oferece uma combinação muito difícil de encontrar: é gratuito, poderoso, respeita a privacidade e permite criar uma verdadeira plataforma de streaming pessoal.
Se já tem uma coleção de filmes, séries, música ou fotografias, vale a pena experimentar. Depois de ver a sua biblioteca organizada com capas, informações e acesso a partir de qualquer dispositivo da casa, é difícil imaginar voltar à simples navegação por pastas no computador.
Para quem, como eu, gosta de experimentar novas tecnologias e de tirar partido de um homelab, o Jellyfin é daqueles projetos que proporcionam horas de aprendizagem… e muitas horas de entretenimento.
Quem gosta de fotografia, faz caminhadas, trabalha em assistência técnica ou simplesmente quer documentar os locais por onde passa, já se deve ter perguntado: “Como posso guardar o local exato onde tirei esta fotografia?”
Uma das aplicações mais populares para isso é a GPS Map Camera, disponível para Android e iPhone.
O que faz?
À primeira vista parece apenas mais uma aplicação de câmara, mas tem uma grande diferença: em vez de guardar apenas a fotografia, adiciona automaticamente várias informações sobre o local onde ela foi captada.
Entre os dados que pode incluir encontram-se:
Coordenadas GPS;
Morada aproximada;
Data e hora;
Altitude;
Velocidade (quando aplicável);
Direção da bússola;
Mapa do local;
Condições meteorológicas (em alguns modelos e configurações).
Tudo isto pode aparecer diretamente sobre a fotografia, funcionando como uma espécie de “carimbo” personalizado.
Para que serve?
As utilizações são muitas. Alguns exemplos:
Registar visitas técnicas;
Documentar obras e reparações;
Fotografar terrenos ou propriedades;
Criar registos para seguros;
Guardar memórias de viagens;
Catalogar observações de natureza ou fotografia de aves.
Quem costuma esquecer-se de onde tirou determinada fotografia vai apreciar bastante esta funcionalidade.
É precisa?
A precisão depende do GPS do telemóvel. Em espaços abertos costuma ser bastante boa, normalmente com um erro de apenas alguns metros.
Dentro de edifícios, túneis ou zonas com fraca receção de satélites, a localização poderá ser menos rigorosa.
Vantagens
Muito fácil de utilizar;
Configuração bastante personalizável;
Diversos estilos de carimbos disponíveis;
Excelente para documentação e arquivo;
Funciona mesmo sem ligação permanente à Internet (desde que o GPS esteja disponível).
Algumas limitações
Como qualquer aplicação, também tem alguns pontos menos positivos.
Se o GPS ainda não tiver obtido uma posição quando a fotografia é tirada, a localização poderá não ficar correta. Além disso, adicionar informação diretamente sobre a imagem significa que esses dados passam a fazer parte da fotografia, pelo que convém pensar duas vezes antes de publicar imagens que revelem a localização da nossa casa ou de outros locais privados.
Vale a pena?
Na minha opinião, sim.
Para quem gosta de manter um arquivo organizado das suas fotografias ou precisa de documentar locais por razões profissionais, a GPS Map Camera é uma ferramenta extremamente útil. Depois de nos habituarmos a utilizá-la, torna-se difícil voltar atrás.
Nem todas as fotografias precisam destas informações, mas quando queremos saber exatamente onde, quando e em que condições foram captadas, esta aplicação faz um excelente trabalho.
Chegou-me há dias uma câmara de vigilância da TP-link, uma Tapo C320WS. Andava já há algum tempo à procura de uma solução baratinha para colocar uma câmara apontada para o ninho dos rabirruivos, mas as câmaras que ia encontrando ou eram muito caras ou não estavam protegidas contra a chuva, humidade, pó ou calor.
Esta foi uma agradabilíssima ocasião – o vendedor estava a pedir €20, que já é baratíssimo, e eu ofereci €10. O homem aceitou! E a câmara chegou em dois dias.
Já passei algum tempo a brincar com ela, de início com a app oficial da Tapo, depois com o Samsung SmartThings, e consegui inclusicamente ver as imagens da camara no smartwatch!!!
Como os rabirruivos agora só voltam na próxima Primavera, o plano é, com calma, instalar a camara de forma a que se veja só o ninho – não me interessa ver as janelas dos vizinhos, claro – e configurar um dos servidores do meu homelab para divulgar as imagens pela Internet, para quem ache piada a ver os passarotes a entrar e a saír e, um dia, os ‘piquenos’ a saír do ninho. Para quem gosta da Natureza é muito giro.
Irei dando aqui notícias do progresso do projecto.
Quando se fala em homelabs, muitas pessoas imaginam imediatamente uma divisão cheia de servidores ruidosos, cabos por todo o lado e equipamento caro. A realidade é bastante diferente. Um homelab pode começar com um simples computador antigo que estava esquecido num armário e, aos poucos, transformar-se num projeto extremamente interessante e divertido.
Um homelab (home laboratory) é um pequeno laboratório informático montado em casa.
É um ambiente onde podemos experimentar tecnologias, aprender novas competências e criar serviços úteis para o dia a dia, tudo sem correr o risco de estragar o computador que utilizamos para trabalhar ou navegar na Internet.
As possibilidades são praticamente ilimitadas. Num homelab podemos criar uma nuvem privada com o Nextcloud, alojar um servidor multimédia com o Jellyfin, bloquear publicidade com o Pi-hole, monitorizar câmaras IP, alojar páginas web, experimentar Linux, aprender redes, configurar VPNs, automatizar a casa ou simplesmente descobrir como funcionam os bastidores da Internet.
Mas talvez o mais importante seja aquilo que um homelab nos ensina.
Em vez de apenas ler livros ou ver vídeos, podemos aprender fazendo. Instalar um servidor, resolver um problema de rede, recuperar de um erro ou criar um sistema de backups proporciona uma experiência prática que dificilmente se esquece.
Há também a vertente da privacidade e da independência. Ao alojarmos os nossos próprios serviços, passamos a ter um maior controlo sobre os nossos dados e deixamos de depender tanto de serviços na cloud. É uma excelente forma de perceber como funcionam muitas das tecnologias que utilizamos diariamente.
Outra grande vantagem é a reutilização de hardware. Computadores com dez ou quinze anos, que muitos considerariam obsoletos, continuam perfeitamente capazes de desempenhar funções importantes num homelab. Em vez de irem para o lixo, ganham uma nova vida como servidores de ficheiros, DNS, monitorização ou alojamento de aplicações.
Mas nem tudo é trabalho ou aprendizagem.
Para muitas pessoas, um homelab é simplesmente um hobby. Há quem passe uma tarde inteira a reorganizar cabos, otimizar um servidor, instalar um novo serviço ou experimentar uma distribuição Linux diferente, apenas pelo prazer de o fazer. É um passatempo que mistura tecnologia, criatividade e resolução de problemas, proporcionando aquela satisfação única de ver tudo a funcionar exatamente como imaginámos.
E existe também um enorme espírito de comunidade. Milhares de pessoas em todo o mundo partilham fotografias dos seus homelabs, trocam ideias, ajudam-se mutuamente a resolver problemas e desafiam-se a construir soluções cada vez mais interessantes, muitas vezes recorrendo apenas a equipamento usado ou de baixo custo.
O melhor de tudo é que não existe um homelab “certo”. Alguns ocupam uma simples prateleira; outros enchem um armário inteiro. Uns utilizam apenas um mini PC; outros têm vários servidores, switches e sistemas de armazenamento. Cada homelab reflete os interesses, os objetivos e a imaginação de quem o construiu.
No fundo, um homelab é muito mais do que um conjunto de computadores. É um espaço para aprender, experimentar, criar, divertir-se e, acima de tudo, alimentar a curiosidade. Afinal, poucas coisas dão tanto prazer a um entusiasta de tecnologia como ligar um novo servidor, ver tudo funcionar à primeira… ou passar horas a descobrir porque é que não funcionou.
Por incrível que possa parecer, todo o meu homelab tem sido configurado a partir de um tablet (no meu caso um Xiaomi Redmi Pad SE, mas podia ser um qualquer). Ou seja, não estou há mais de um mês agarrado a uma cadeira e a um teclado a entrar em loucura e cansaço extremo. À parte da instalação dos sistemas operativos propriamente ditos, e da configuração inicial, que só demora uns minutos, tudo o resto é feito por ssh, usando o Termux no tablet. Aliás, não tenho palavras suficientes para elogiar o Termux!
Já são, até agora, milhares de interações com o ChatGPT e com o Termux, tudo do conforto de um sofá. Até já fiz coisas nas minhas instalações sanitárias!!! 😂
Das raras ocasiões em que preciso de recorrer a um PC, tenho usado um portátil, que permite o mesmo nível de conforto.
Recomendo bastante este tipo de trabalho, se tiverem apoio da IA e souberem usar bem o teclado virtual dos tablets.