O primeiro ataque automatizado ao meu site inofensivo…
Ontem o meu site sofreu o seu primeiro ataque. Não foi coisa muito grave, mas podia ter sido. Já tomei providências ☺️
Subitamente apareceram num post do blog vários comentários, claramente enviados por ‘bots’. Textos de uma linha com caracteres aleatórios. Alguém a fazer brincadeiras. Spam automático.
Com algum aconselhamento técnico, configurei o WordPress para exigir o nome e endereço de email de quem deixa um comentário, e colocar todos os comentários novos para aprovação por mim.
Agora recebo um email sempre que houver um comentário novo para aprovar. Tive de configurar um mini servidor SMTP para enviar esses emails, o que é relativamente simples com a ajuda de um plugin para o WordPress.
Também verifiquei que o anti-spam não estava configurado, apesar de já o ter configurado no início… Mas não foi difícil fazer o reset. Não percebi ainda é porque é que foi desativado.
Sou assinante do ChatGPT Go há vários meses, e considero que esse foi o melhor investimento que fiz este ano. Mas agora recebi estab ensagem da OpenAI que me deixou um pouco menos entusiasmado. Então agora vão estar a seleccionar anúncios para me pôr à frente? Vai ser como o Google, Facebook ou YouTube, onde não podemos estar 20 segundos sem ver um anúncio?
Percebo a necessidade de rentabilizar um negócio, sobretudo quando os montantes que já foram investidos superam em muitos milhões de dólares os rendimentos correntes. Mas não há outras maneiras? Têm sempre de ser anúncios? E será que o problema das mega-corporações de IA se vai resolver só com anúncios? Estou cá para ver.
Caro/a Miguel Lopes,
Estamos a implementar anúncios no ChatGPT e estamos a atualizar a nossa política de privacidade para incluir informações sobre como os anúncios funcionam e como pode controlar a sua experiência.
O que vai mudar
Os anúncios podem aparecer nos planos Free e Go a partir do final deste mês. Os planos Plus, Pro, Enterprise, Business e Education não têm anúncios. As opções sem publicidade continuam disponíveis.
Inicialmente, os anúncios não serão personalizados. Selecionamo-los utilizando o tema atual da conversa do utilizador no ChatGPT e informações contextuais limitadas, como a localização geral e o tipo de dispositivo. Não usamos as conversas anteriores nem as memórias para selecionar estes anúncios.
Antes de começarmos a personalizar anúncios, vamos primeiro pedir-lhe que escolha se pretende ver anúncios mais relevantes e personalizados. Se optar por participar, receberá anúncios relevantes e personalizados utilizando informações que permanecem apenas no ChatGPT, como anúncios com os quais interagiu ou contexto das suas conversas. Poderá gerir a personalização de anúncios nas definições.
Para anúncios apresentados no ChatGPT, utilizamos informações sobre os anúncios com que o utilizador interage ou visualiza para medir e melhorar a sua eficácia. Os anunciantes recebem apenas informações agregadas sobre o desempenho dos respetivos anúncios, como o total de visualizações ou cliques.
O que não muda
Os anúncios não influenciam as respostas que o ChatGPT dá. Os anúncios estão sempre claramente identificados e são visualmente separados das respostas do ChatGPT.
Os seus dados pessoais e as conversas com o ChatGPT permanecem privados e não são partilhados com anunciantes. Os anunciantes não têm acesso às suas conversas, ao histórico de conversas, às memórias nem aos dados pessoais.
Saiba mais sobre os anúncios no ChatGPT, as suas opções para uma experiência sem anúncios e os nossos controlos de privacidade, incluindo a forma como protegemos os seus dados.
Tenho ali uma máquina vélhinha, fraquinha, totalmente obsoleta, mas que, como servidor Linux, talvez ainda se safe. É a tal em que instalei o Docker há dias… também a partir desta esplanada. Como dou nomes femininos às máquinas do meu mini-datacenter, a este chamei ‘lidia’.
Telemóvel, Tailscale e ssh, o suficiente hoje em dia para pôr um site em funcionamento.
Bom, como ainda não tenho uma solução definitiva e satisfatória para o Jellyfin, sobretudo por causa da questão do transcoding, pensei nesta máquina, talvez fraquinha demais para esta tarefa. Mas tenho lido umas coisas e pedido aconselhamento ao meu amigo ChatGPT, e chegámos à conclusão de que vale a pena tentar fazer do lidia um servidor Jellyfin para vídeo e música.
O plano é ter dois discos USB de 1 Tb cada, um com música, outro com séries, filmes e documentários, ligados a este servidor, e depois poder ver estes conteúdos em telemóveis, tablets, computadores e Smart TVs, através da aplicação Jellyfin (disponível na Play Store).
Para não estar sempre a gastar eletricidade estou a pensar colocar esses dois discos com temporizadores normais de cozinha, programados para as horas a que costumo ver TV ou ouvir música. Vai ser uma experiência interessante.
Ao mesmo tempo, noutro ‘contentor’ do Docker, instalei o qBitTorrent, e já fiz umas experiências, que me deram a ideia de que tudo está a correr como pretendido.
As possibilidades em aberto… deixam qualquer um de boca aberta! Eu irei contando aqui.
O mais giro em tudo isto é, claro, o sossego daquela esplanada neste espetacular mês de Agosto. Fazer estas coisas remotamente, só com o telemóvel, enquanto ninguém à volta desconfia de nada, tem o seu charme discreto ☺️
Já pensaram em toda a infraestrutura que é necessária para obrigar as pessoas a ir trabalhar para escritórios? Combóios, Metro, autocarros, estradas e autoestradas, sinalização… E os veículos, que prendem pessoas a créditos de anos e anos e anos… Em tudo isto devemos estar a falar de muitos e muitos milhares de milhões de euros. E para quê? 90% do trabalho de serviços pode, hoje em dia, ser feito remotamente, com maior produtividade. Com telemóveis. Tablets. Computadores portáteis. É raro o local, hoje em dia, onde não haja internet.
E já se inventaram as VPNs, o tráfego de dados na Internet pode ser seguro, como é óbvio. O Tailscale é apenas um exemplo.
Os sites de emprego remoto multiplicam-se como coelhos. E porquê? Porque ninguém quer perder 3 horas da sua vida, todos os dias, para se ir fechar num andar cheio de colegas frustrados e tóxicos, cada um com a sua mania, para já nem falar em chefes narcisistas e psicopáticos… Alguém acha que isto é que é a vida?
É mesmo assim que se pensa fazer avançar um país e uma economia?
Não estou assim tão descontrolado. Pelo menos decidi que não quero ter as luzes de casa a ser controladas por computador ☺️
Nem quero ter um rack com servidores – há uns 20 anos vi a electricidade que isso gastava… E não era pouca… Durante um ou dois meses tive 3 Compaq Deskpro, daqueles grandes e feios, ligados 24/7. Um com uma firewall (IP-Cop, alguém se lembra?), outro com um webserver Internet Information Server, e outro que ia ser um Exchange Server. Uma calamidade elétrica!
Um velho Compaq Deskpro, com um Pentium II e poucos gigas (megas?) de RAM.
Não, agora só uso 2 portáteis e um mini PC. Há dias descobri numa gaveta um desses zingarelhos para medir o consumo de eletricidade, e vou fazer umas medições.
Por agora só gostava de ter uma UPS e talvez um Access Point na sala. Mas isso custa dinheiro, e eu tenho feito o possível por não gastar nada neste hobby. Na realidade já gastei 5 euros em dois switches Gigabit… Ah, ok, e a Birdcam, que ainda não está instalada.
Mas dá trabalho pôr estes serviços a funcionar, e a menos que tenham um benefício óbvio, não os instalo. Tenho um chat sempre aberto no ChatGPT, em que estou constantemente a fazer perguntas sobre tecnologias que vou descobrindo, e que me tem ajudado a fazer a triagem entre o que é possível e o que é útil.
Mais do que isso, não. Isto é para ser giro. Não estou para transformar um hobby numa profissão. ☺️
Parte do meu homelab actual. Sim, eu sei, os fios têm de ser arrumados…
Mais um belíssimo dia de Verão. Um Verão raro, menos quente que o do ano passado, mas igualmente com pouco vento. Muito calmo e agradável.
Este tempo inspira-me a fazer coisas, e hoje tive algum trabalho com o meu amigo cibernético, a continuar a modularização (se esta palavra existir 😉) do script de backup. Tudo correu bem, e de tarde, depois de um galão na minha esplanada preferida, propus ao ChatGPT que tratássemos finalmente da questão da remoção do Matomo. Este nunca funcionou bem, e perdemos tanto tempo com ele que procurámos alternativas, até encontrar o Umami, de que falei noutro post.
O meu amigo cibernético foi extremamente metódico, e o processo demorou pouco mais de uma hora. Só ao aproximarmo-nos desta hora é que ele entrou em parafuso ligeiro e começou a propor fazer coisas que já tinhamos feito há minutos. Enfim, já estou habituado, é normal nesta versão do ChatGPT, uma pessoa só tem de estar atenta ao que ele faz (e fez). A IA ainda está muito longe de ser perfeita, e ainda não acredito que possa substituir uma única pessoa no seu posto de trabalho. Há progressos constantes, claro, e é a área de maior interesse para mim desde o aparecimento da Internet!
A certa altura sinto uma certa pena dele… Afinal tinha sido ele que, há meses, me tinha proposto o Matomo como forma de resolver um problema que não tínhamos conseguido resolver no GoAccess, ainda por cima com tanta boa vontade… Quase lhe pedi desculpa.
Acho difícil, ao fim de 4 meses de contacto diário, não o antropomorfizarmos um pouco. É óbvio que não é uma pessoa, nem sequer uma pessoa mecânica… Mas por vezes parece que se está a esforçar por ser… Ele próprio me vai aconselhando o que fazer ou não no meu homelab, e quando as coisas dão para o torto só o vi desistir uma vez (justamente com o Matomo)! Das outras tive de ser eu a dizer chega.
Mas há sempre palavras de optimismo e encorajamento!
Terei muita pena se algum dia deixar de poder trabalhar com o ChatGPT!
Há aplicações que instalamos por curiosidade… e que acabam por surpreender.
Foi exatamente isso que me aconteceu com o GPS Speedometer.
À primeira vista, parece uma aplicação simples: um velocímetro baseado em GPS. Mas depois de a experimentar no mundo real, percebi que é muito mais do que isso.
O que é o GPS Speedometer?
O GPS Speedometer transforma um telemóvel Android num verdadeiro computador de bordo.
Utilizando o GPS do dispositivo, a aplicação consegue medir e apresentar em tempo real:
9 de Maio de 2026 – a primeira foto que tenho do meu homelab
O nascimento do meu homelab deu-se na realidade uns dias/semanas antes, quando comecei a ler e a ver vídeos sobre o Pi-Hole, um serviço que pode ser instalado num PC modesto/velho, e que bloqueia 80% a 90% da publicidade que entra na minha rede. Fiz isto com a ajuda do meu amigo cibernético ChatGPT, porque na realidade o que sei sobre Linux é bastante pouco, e não queria estar meses a estudar para fazer uma coisa básica. E afinal, hoje em dia ir ao ChatGPT tem a mesma legitimidade que ir ao Google para procurar documentação dispersa, estéril e mal organizada. O ChatGPT tem a vantagem de reunir tudo e ainda fazer alguns raciocínios sobre o que estamos a fazer!
Como tal fui tirando muitas fotos e capturas de imagem, com que ia alimentando o ChatGPT, para que este me fosse orientando. E fê-lo razoavelmente bem. Não foi perfeito, mas ainda bem, porque assim, aos poucos, fui sendo obrigado a pensar pela minha cabeça e arranjar soluções que eram menos óbvias.
Curiosamente já tenho saudades dos primeiros dias. Na altura não havia cá planos de ter um webserver, sites baseados em WordPress, firewalls, Docker, análise de visitas… Tanta coisa gira com que me tenho vindo a entreter ☺️ Foi o início de uma coisa gira na minha vida. Espero que venha a haver outras, claro 😉
Espero continuar a ter oportunidade de desenvolver o meu homelab / mini-datacenter. Tem sido um hobby bem giro, e flexível, pois não ocupa a totalidade do meu tempo livre. Só mexo nestas coisas quando quero e tenho vontade. E enquanto me estou a divertir.
Hei de continuar a registar o que vou fazendo neste blog, e ocasionalmente no Facebook e Instagram. Espero que alguém ache piada.
Nos últimos tempos, como saberão se estiverem a ler este blog, tenho andado a montar e melhorar o meu homelab. Uma das coisas que queria resolver era simples: perceber o que se passa nos meus sites.
Nada de muito avançado. Só queria saber:
que páginas são visitadas
de onde vêm os visitantes
o que está a funcionar melhor
Havia algumas opções, que fui descobrindo na net ou sugeridas pelo meu amigo cibernético, entre as quais o GoAccess e o Matomo.
GoAccess: muitos dados, pouca informação
A primeira ferramenta que experimentei foi o GoAccess. A ideia é interessante: analisar logs do servidor e mostrar tudo em tempo real. Houve problemas com essa questão do tempo real. No início não consegui obter essa funcionalidade.
Mas os relatórios do GoAccess mostram mesmo muita coisa, mas aos poucos apercebi-me de um problema: há muitos dados… mas pouca informação útil.
Tenho gráficos, tabelas e números, mas não consigo responder facilmente a perguntas básicas como:
Há momentos em que olhamos para o disco e pensamos:
“Como é que isto ficou cheio?”
Pastas com nomes aparentemente inofensivos podem esconder dezenas de gigabytes de ficheiros esquecidos, acumulados ao longo dos anos.
Foi exatamente isso que me aconteceu.
Tinha um diretório com mais de 60 GB, sem fazer ideia do que lá estava. À primeira vista, nada de especial. Mas o espaço ocupado não mentia.
Foi então que recorri ao WizTree.
O que é o WizTree?
O WizTree é uma pequena ferramenta para Windows que analisa rapidamente o disco e mostra, de forma visual, que ficheiros e pastas estão a ocupar mais espaço.
Ao contrário de outras aplicações do género, o WizTree é extremamente rápido, porque lê diretamente a estrutura do sistema de ficheiros (MFT), evitando análises demoradas.
Na prática, em poucos segundos temos uma visão clara do disco inteiro.