Autor: Miguel Lopes

  • Vitória!

    Yayyy!!! Conseguimos!

    Até parece que o ChatGPT ‘dormiu sobre o assunto’, de um dia para o outro, e conseguiu arranjar soluções melhores e mais inteligentes para os problemas que fomos encontrando nos últimos dias!

    Começámos por racionalizar e reorganizar os backups diários – ainda falta um pequeno pormenor, as passwords em texto aberto no script de backup (!!!!!) Os backups estão a demorar cerca de 12 minutos. O tempo deverá aumentar à medida que o meu Nextcloud fôr aumentando.

    Também configurei o velho Stora para se ligar e desligar a horas certas, porque não há necessidade de estar ligado a noite inteira.

    Para amanhã (ou para os próximos dias) fica a mudança do endereço IP do webserver, e uma pequena modificação a esta página – neste momento alguns links do menu não estão a funcionar corretamente.

    Mas no geral, neste momento sinto-me muito satisfeito com esta situação. Muito a melhorar, mais brincadeiras a adicionar, continuando a aprender com o meu ‘amigo’ ChatGPT!

  • Debugging, hardening e backups

    Mais algum tempo, não muito, de volta do hardening. O servidor estava a oferecer um download de um ficheiro crítico, o que foi corrigido. Faltam 2 detalhes que impedem o bom funcionamento do WordPress em dispositivos Android. Em PCs Windows a situação está quase normalizada.

    Entretanto revi os backups. Não estava a ser feito backup dos dados do Nextcloud desde a mudança deste para o SSD. Fiz a correção e estou neste momento a correr o backup para verificar que tudo está bem.

    Finalmente, assim que este backup terminar, vou reagendá-lo para as 21:00 de cada dia, e programo o NAS que recebe os backups para se desligar por volta das 23:00 ou 24:00, dependendo do tempo que o backup estiver a demorar.

    O velhinho NAS Netgear Stora

    Os backups estão a ser enviados para um velho NAS Netgear Stora, com cerca de 15 anos de idade, com dois discos de 1 Tb, configurados como JBOD. Nada de muito crítico, este homelab é essencialmente um exercício de aprendizagem, usando equipamento velho e supostamente obsoleto, mas que ainda é perfeitamente funcional para este tipo de tarefas. Tarefas que, em dias idos, requeriam o hardware mais sofisticado mas que, hoje em dia, podem ser, cada vez mais, executadas por hardware que se pode considerar muito modesto.

  • Mais debugging…

    Agora é que acho que o ChatGPT se perdeu de vez. E é aqui que se distingue quem já tem anos de conhecimentos e experiência de Linux, nginx e WordPress de quem só sabe mais ou menos fazer perguntas (eu)…

    Depois de 2 dias a andar às voltas, e apesar de ontem ter havido progressos, hoje voltámos a aplicar as ‘soluções’ de há dois dias, obtendo previsivelmente os mesmos resultados. Decidi assim repor o backup que fizémos antes do trabalho de hoje, e ficámos assim como estávamos ontem. Pelo menos consigo escrever posts aqui no blog…

    Vou ver o que fazer daqui para a frente. WordPress e Nextcloud estão funcionais.

  • Para uma miúda especial

    You can look at the menu, but you just can’t eat
    You can feel the cushions, but you can’t have a seat
    You can dip your foot in the pool, but you can’t have a swim
    You can feel the punishment, but you can’t commit the sin

    And you want her, and she wants you
    We want everyone
    And you want her and she wants you
    No one, no one, no one ever is to blame

    You can build a mansion, but you just can’t live in it
    You’re the fastest runner, but you’re not allowed to win
    Some break the rules, and let you count the cost
    The insecurity is the thing that won’t get lost

    And you want her, and she wants you
    We want everyone
    And you want her and she wants you
    No one, no one, no one ever is to blame

    You can see the summit, but you can’t reach it
    It’s the last piece of the puzzle, but you just can’t make it fit
    Doctor says you’re cured, but you still feel the pain
    Aspirations in the clouds, but your hopes go down the drain

    And you want her, and she wants you
    We want everyone
    And you want her and she wants you
    No one, no one, no one ever is to blame

    No one ever is to blame
    No one ever is to blame

  • Quando tudo começou

    Há 35 anos era esta a capa da lendária revista Byte, a primeira que comprei, ao ter acabado de decidir seguir uma carreira na informática. Lembro-me de, na altura, ter ficado tão impressionado com esta capa que pensei que o futuro da informática ia terminar em breve, uma vez tudo se iria tornar tão fácil que toda a gente poderia usar computadores sem conhecimentos técnicos. Afinal bastaria saber usar uma caneta… Como me enganei! 35 anos depois, os técnicos de informática são mais necessários que nunca, com a proliferação de tecnologias que tentam simplificar processos complexos mas que, quando falham, expoem subitamente toda essa complexidade, deixando os utilizadores completamente desamparados. Algo que vemos quase todos os dias.

  • Mudança do Nextcloud para o SSD

    Na sequência da troca do disco rígido do webserver por um SSD, e dado o pouco espaço ocupado neste, decidi migrar todo o conteúdo do Nextcloud para o SSD, deixando de ser necessário ter um disco USB de 2 Tbs constantemente ligado, para uma ocupação muito reduzida. Como sou, e pretendo contiinuar a ser, o único utilizador desta cloud, a minha necessidade de armazenamento ainda é modesta. Daí esta mudança ser perfeitamente praticável.

    De qualquer forma, cada vez confio menos nos discos mecânicos. Tenho ali 5 discos mortos ou em estado terminal, que estavam bons da última vez que os usei… há mais de 5 anos… ou mais…

    Bem sei que os SSDs têm um tempo de vida útil, mas é mais previsível que nos HDDs. Daí a minha preferência. Se um estiver abaixo de uma dada percentagem posso decidir substituí-lo. Ainda não decidi que percentagem é essa, mas estou a ler coisas acerca desse assunto, e creio que em breve terei uma ideia melhor do que é aceitável e em que tipo de utilização.

  • Hardening do Webserver

    Meus deuses, no que me meti!

    O hardening é uma fase essencial de configuração de qualquer servidor que fique exposto à (disponível na) internet. Não podem ser deixadas abertas portas que possam ser exploradas por hackers. Tenho tido algum cuidado, mas havia um ponto de entrada que estava completamente aberto, bastando saber-se um nome de utilizador e uma password para entrar na minha rede e fazer o que se quisesse.

    Felizmente tenho inventado umas passwords que não lembram ao diabo, talvez isso me tenha protegido, mas há sempre ataques brute force que poderiam acabar, a seu tempo, por descobrir essas passwords.

    Dessa forma comecei, juntamente com o meu fiel amigo ChatGPT, a bloquear possíveis portas de entrada no meu servidor web. O pior foi que nem tudo correu bem logo de início (porque é que havia de correr bem logo no início?) E isso deu início a uma série de comportamentos erráticos do servidor, tanto no interior como no exterior da minha rede, que fizeram com que, por vezes, o meu site ficasse indisponível, numa vez de um dia para o outro.

    Essa situação parece ultrapassada, mas ainda há questões por resolver, nomeadamente os acessos ao servidor a partir do interior da rede. Vamos ver como tudo corre nos próximos dias.

  • Troca de disco no webserver

    Há dias decidi trocar o HDD do meu webserver por um SSD. Não só pela rapidez, mas também pela fiabilidade acrescida, já que o HDD que estava na máquina já tinha mais de 10 anos. Apesar de haver backups diários, não queria perder o trabalho todo que está ali investido.

    Foi preciso ter duas pens USB prontas, uma com o Clonezilla e outra com o Linux Mint Live.

    O processo seguido foi:

    • Arrancar com o Clonezilla e fazer um clone disk to image para um disco USB (não o SSD de destino, claro).
    • Como o SSD era um pouco menor que o HDD, foi preciso arrancar com o Linux Mint Live e, com o GParted reduzir o tamanho da partição principal e apagar o swapfile.
    • Arrancar de novo com o Clonezilla em Expert Mode, e fazer um clone disk to disk, com o SSD ligado por USB, e usando a opção de ignorar o tamanho do disco de destino: -icds Skip checking destination disk size before creating partition table.
    • Uma vez feito esse clone, pude abrir a máquina e substituir o HDD pelo SSD.
    • Arranquei de novo com o Linux Mint e com o GParted voltei a definir o tamanho da partição principal, bem como um swapfile.
    • Finalmente pode arrancar-se normalmente, devendo ativar-se o swapfile já dentro do Debian.

    Demorou umas horas, podia ter demorado menos, mas quis sempre tomar as devidas precauções para não perder o que estava no HDD. Este vai agora ficar em standby mais uns dias, até ter a certeza de que tudo está bem.

    Recomendo o Clonezilla a quem precisar de clonar ou fazer backups de discos inteiros, é gratuito e tem um interface que, apesar de ser em texto. é muito claro e fácil de entender. Evidentemente é uma ferramenta poderosa, por isso perigosa nas mãos de quem não sabe o que está a fazer.

  • Linux Mint: finalmente um Linux para toda a gente?

    Há mais de 20 anos que tenho andado a experimentar várias distribuições (distros) do Linux, sobretudo o Ubuntu. Aqui há uns 15 anos comecei a ouvir falar do Linux Mint, que é baseado no Ubuntu, mas com várias melhorias, sobretudo a nível do interface gráfico.

    Mas na realidade nenhum Linux me convenceu até hoje, geralmente por causa das pontas soltas e arestas por limar, que a mim me causavam chatices, mas para um utilizador normal iam ser irritações e frustrações grandes, quando não obstáculos.

    Mas há dias, na posse de alguns computadores antigos, com mais de 10 anos, talvez até 15 anos, decidi experimentar a última versão do Linux Mint. Tive algumas dificuldades iniciais, sobretudo porque nunca sigo o guião que os developers definiram, mas também porque os programas de instalação dos vários Linuxes não precavêem algumas situações. Mas hoje, num velho portátil Lenovo X220 (Levelho?) só tive um percalçozito, que resolvi depressa. Depois foi espetacular. A instalação e configuração deste Linux é simples e agradável, a ponto de neste momento estar mais curioso acerca deste novo (para mim) sistema operativo do que das novas funcionalidades do Windows 11 que eu, ao mesmo tempo, estava a configurar noutro velho portátil.

    Este Lenovo já mal aguentava com o Windows 10 (que vai deixar de ser suportado pela Microsoft em Outubro), e agora está perfeitamente utilizável por qualquer pessoa!

    Quem tiver um PC vélhinho, aí com os seus 10 anos, mas que funcione e não tenha avarias, pode perfeitamente experimentar este sistema operativo, e fica com uma máquinazinha bem porreira!

    1000 euros por um portátil? Nááááá!!!…..

  • 8 Gbs RAM num HP 15-ac120np

    De manhã decidi fazer um pequeno upgrade a um portátil HP que me deram como sendo obsoleto ☺️ mas ao qual eu ainda pretendo dar uso. Vinha com 6 Gbs de RAM, e como eu tinha por aqui um SO-DIMM de 4 Gbs, decidi aproveitá-lo.

    Abri cuidadosamente o portátil (odeio abrir portáteis) seguindo as instruções do IFIXIT, o que foi até bastante fácil, porque só havia um tipo de parafuso (ao contrário dos 47 ou 59 tipos que é comum haver em portáteis…) e com a ajuda de um velho cartão multibanco separei os dois painéis. Retirei o modulo de 2 Gbs e inseri o de 4 Gbs. Testei ainda com o painel inferior separado, e o upgrade funcionou à primeira. Manhã ganha, voltei a colocar e aparafusar o painel inferior.

    Agora o meu lindo HP já respira melhor. Para o futuro talvez venha a haver um upgrade para 16 Gbs, mas por agora o plano ainda é só adquirir uma bateria para tornar esta máquina móvel de novo.

    A motherboard do portátil, bastante limpa e estimada pelo anterior proprietário.
    Os dois módulos SO-DIMM de 4 Gbs cada, instalados lado a lado.

    Link: https://www.ifixit.com/Guide/HP+15-ac121dx+RAM+Replacement/127120