
Como toda a gente, comecei a usar o ChatGPT em 2023, na sua versão gratuita. De início não sabia como é que aquilo funcionava, se falava em português ou só em inglês… Na altura andava interessado em xadrez, e perguntei-lhe se me podia ensinar, ao que obtive uma resposta positiva. Não continuei nessa aprendizagem (não tenho pachorra), mas a resposta positiva veio a revelar-se quase uma constante. O ChatGPT quase nunca diz que não.
Fui-lo usando nos anos seguintes, sobretudo numa formação de programação que fiz, e mais tarde como explicador de várias aplicações cujo uso era tudo menos intuitivo. Até falámos de música, política internacional, saúde, filosofia, astronomia… 😅 Aquilo tem algo a dizer sobre tudo.
Claro, não é 100% fiável, mas somos sempre alertados para verificarmos as informações que ele nos dá. Com o hábito vamos ganhando um sexto sentido que nos indica quando é mais provável que ele esteja só a ‘inventar’ soluções.
Quando comecei a notar as limitações da versão gratuita, e dado o meu uso pesado da aplicação, decidi subscrever a versão mais barata, a ChatGPT Go, que me custa cerca de 8 euros por mês. Isso permite-me fazer uploads, ter chats e pedir a geração de imagens quase sem limites, na prática.
Quando subscrevi o ChatGPT Go, pensei que estava simplesmente a adquirir uma ferramenta mais avançada de pesquisa e de conversação. Hoje, tenho uma opinião completamente diferente. Ao longo dos últimos meses, o ChatGPT transformou-se numa das ferramentas que mais utilizei, tanto a nível pessoal como nos meus projetos tecnológicos.
E, olhando para tudo o que consegui fazer, cheguei a uma conclusão simples: foi, muito provavelmente, o melhor investimento que fiz este ano.
Um assistente técnico disponível 24 horas por dia
Sempre gostei de informática. No entanto, trabalhar sozinho tem uma desvantagem evidente: quando surge um problema, não existe ninguém ao nosso lado para pedir ajuda. A documentação escrita e disponível online é por vezes confusa, complexa, e dispersa.
Durante os últimos meses, instalei e configurei mini-servidores Linux, serviços de rede, sistemas de monitorização, aplicações Web e inúmeras ferramentas. Houve momentos em que me senti completamente perdido. Foi precisamente nesses momentos que o ChatGPT se revelou indispensável. Ter acesso a um assistente técnico disponível a qualquer hora do dia permitiu-me resolver problemas que, noutras circunstâncias, me teriam obrigado a passar horas a procurar soluções em fóruns e páginas da Internet.
Aprender Linux deixou de ser assustador
Se alguém me dissesse, há algum tempo, que iria passar tantas horas a trabalhar com Linux, provavelmente não acreditaria. Instalações, configurações, serviços, permissões, scripts, montagem de discos, partilhas de rede….. Tudo isso deixou de ser inacessível.
Inicialmente só copiava comandos sem compreender o que estava a fazer, mas gradualmente fui começando a perceber os conceitos e a desenvolver uma maior autonomia, a ponto de já ser eu, por vezes, a corrigir o que o ChatGPT queria fazer!
Aprender deixou de ser uma experiência frustrante e passou a ser um processo muito mais natural.
Os meus projetos avançaram mais depressa
Ao longo destes meses trabalhei em vários projetos:
- Servidores Linux;
- WordPress;
- Jellyfin;
- Pi-hole;
- Uptime Kuma;
- Sistemas de cópia de segurança;
- Ferramentas de monitorização;
- Docker;
- Nextcloud;
- Aplicações para Android;
- Soluções de assistência remota.
Muitas destas experiências deram origem a artigos publicados no meu blogue.
Curiosamente, o ChatGPT não se limitou a ajudar-me a resolver problemas técnicos. Também me ajudou a organizar ideias e a transformar experiências reais em conteúdos úteis para outras pessoas.
O meu blogue ganhou uma nova vida
Esta foi, talvez, uma das maiores surpresas. Sempre gostei de escrever. No entanto, nem sempre é fácil estruturar um artigo. Nos últimos tempos, publiquei textos sobre aplicações, segurança, multimédia, assistência remota, sistemas operativos e muitos outros temas. A possibilidade de discutir ideias, organizar conteúdos e rever textos tornou o processo de escrita muito mais simples. Em vez de partir de uma página em branco, comecei a desenvolver artigos a partir das minhas próprias experiências. E isso fez toda a diferença.
Também me ajudou nas explicações
Uma das áreas em que mais senti o impacto desta ferramenta foi o ensino.
Ao longo dos anos, aprendi que ensinar não significa apenas transmitir conhecimentos. É preciso comunicar, motivar, adaptar a linguagem, encontrar exemplos…
Além de, por vezes, ter de resolver exercícios mais complexos ou rebuscados… Sádicos, mesmo… 😁
Muitas vezes, as conversas que mantive com o ChatGPT ajudaram-me a refletir sobre a forma como apresento determinados conceitos aos alunos, e a compreender como alguns exercícios estavam estruturados, e porquê.
Isso também acabou por se refletir nos artigos publicados no meu blogue de explicações.
O verdadeiro valor não está nas respostas
Qualquer motor de pesquisa consegue encontrar informação. O verdadeiro valor do ChatGPT está noutro aspeto. Na interação – a possibilidade de fazer perguntas adicionais, a capacidade de aprofundar um tema, a rapidez com que se obtêm explicações adaptadas ao contexto.
Mais do que encontrar respostas, trata-se de estabelecer um diálogo.
Mas não substitui a curiosidade
É importante dizer isto: o ChatGPT não substitui a vontade de aprender, não substitui a experiência, não substitui o espírito crítico.
Continua a ser necessário experimentar, testar e validar.
Mas funciona como um excelente ponto de partida.
Valeu a pena?
Sem qualquer dúvida.
Ao longo destes últimos meses, o ChatGPT ajudou-me a resolver problemas, a aprender novas competências, a desenvolver projetos e a escrever algumas páginas para os meus blogues.
É raro encontrar uma ferramenta com um impacto tão abrangente. Talvez, no futuro, surjam soluções mais avançadas, talvez a inteligência artificial evolua muito para além do que conhecemos hoje. Mas uma coisa é certa: quando olhar para trás e pensar nos investimentos que fiz este ano, dificilmente encontrarei algum que tenha oferecido uma relação entre custo e benefício tão positiva como o ChatGPT Go.
A minha opinião
Nem sempre os melhores investimentos são os mais caros.
Por vezes, são aqueles que nos permitem aprender, criar e concretizar ideias que, de outra forma, permaneceriam apenas no papel.
Para mim, o ChatGPT Go foi exatamente isso: um companheiro de aprendizagem, um assistente técnico, um parceiro de escrita e, acima de tudo, uma ferramenta que me ajudou a continuar a explorar a tecnologia com a mesma curiosidade de sempre.
Texto escrito com apoio parcial do ChatGPT. (Ele escreve melhor do que eu, embora num estilo previsível e facilmente reconhecível.)
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