Jellyfin e qBittorrent em Docker

De novo da esplanada 😁

Tenho ali uma máquina vélhinha, fraquinha, totalmente obsoleta, mas que, como servidor Linux, talvez ainda se safe. É a tal em que instalei o Docker há dias… também a partir desta esplanada. Como dou nomes femininos às máquinas do meu mini-datacenter, a este chamei ‘lidia’.

Telemóvel, Tailscale e ssh, o suficiente hoje em dia para pôr um site em funcionamento.

Bom, como ainda não tenho uma solução definitiva e satisfatória para o Jellyfin, sobretudo por causa da questão do transcoding, pensei nesta máquina, talvez fraquinha demais para esta tarefa. Mas tenho lido umas coisas e pedido aconselhamento ao meu amigo ChatGPT, e chegámos à conclusão de que vale a pena tentar fazer do lidia um servidor Jellyfin para vídeo e música.

O plano é ter dois discos USB de 1 Tb cada, um com música, outro com séries, filmes e documentários, ligados a este servidor, e depois poder ver estes conteúdos em telemóveis, tablets, computadores e Smart TVs, através da aplicação Jellyfin (disponível na Play Store).

Para não estar sempre a gastar eletricidade estou a pensar colocar esses dois discos com temporizadores normais de cozinha, programados para as horas a que costumo ver TV ou ouvir música. Vai ser uma experiência interessante.

Ao mesmo tempo, noutro ‘contentor’ do Docker, instalei o qBitTorrent, e já fiz umas experiências, que me deram a ideia de que tudo está a correr como pretendido.

As possibilidades em aberto… deixam qualquer um de boca aberta! Eu irei contando aqui.

O mais giro em tudo isto é, claro, o sossego daquela esplanada neste espetacular mês de Agosto. Fazer estas coisas remotamente, só com o telemóvel, enquanto ninguém à volta desconfia de nada, tem o seu charme discreto ☺️

Já pensaram em toda a infraestrutura que é necessária para obrigar as pessoas a ir trabalhar para escritórios? Combóios, Metro, autocarros, estradas e autoestradas, sinalização… E os veículos, que prendem pessoas a créditos de anos e anos e anos… Em tudo isto devemos estar a falar de muitos e muitos milhares de milhões de euros. E para quê? 90% do trabalho de serviços pode, hoje em dia, ser feito remotamente, com maior produtividade. Com telemóveis. Tablets. Computadores portáteis. É raro o local, hoje em dia, onde não haja internet.

E já se inventaram as VPNs, o tráfego de dados na Internet pode ser seguro, como é óbvio. O Tailscale é apenas um exemplo.

Os sites de emprego remoto multiplicam-se como coelhos. E porquê? Porque ninguém quer perder 3 horas da sua vida, todos os dias, para se ir fechar num andar cheio de colegas frustrados e tóxicos, cada um com a sua mania, para já nem falar em chefes narcisistas e psicopáticos… Alguém acha que isto é que é a vida?

É mesmo assim que se pensa fazer avançar um país e uma economia?

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